João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle, foi indiciado pelos crimes de violência psicológica e obstrução da Justiça. Segundo a investigação, foram identificados elementos que apontariam para uma sequência de comportamentos de controle e pressão psicológica contra a jovem.
O inquérito, porém, não responsabilizou João Munhoz por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A perícia havia concluído que Isabelle sofreu uma precipitação voluntária do terraço do prédio onde morava.
Durante a investigação, a Polícia Civil também apurou a conduta de João após a morte da estudante. Segundo informações reunidas no inquérito, ele teria retornado ao condomínio no dia seguinte procurando o celular de Isabelle, além de haver relatos sobre impedimento da entrada de familiares no local e sobre a limpeza e possível colocação do apartamento à venda.
João Munhoz chegou a ser preso preventivamente em 22 de setembro. A Justiça do Ceará posteriormente revogou a prisão e determinou medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico, distanciamento dos familiares de Isabelle, proibição de deixar a comarca e recolhimento domiciliar noturno.
A investigação também analisou mensagens e áudios enviados por Isabelle antes de sua morte, nos quais ela relatava a familiares situações que descrevia como ameaças, controle e pressão dentro do relacionamento. A defesa de João nega as acusações.
O indiciamento encerra a etapa policial do inquérito, mas não representa condenação. O caso segue para análise das autoridades responsáveis pelas próximas etapas judiciais.
🔗 Fontes: Diário do Nordeste / GC Mais / Folha de S.Paulo / CNN Brasil / Pefoce
📝 Redação
📱 Siga o @mtnews2026__
© 2026 Monsenhor Tabosa News — Todos os direitos reservados.
