O depoimento de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, prestado à Polícia Civil em 21 de setembro, trouxe detalhes sobre a relação entre os dois e sobre os acontecimentos no dia em que a estudante morreu. O conteúdo foi obtido pelo jornal O POVO. João está preso preventivamente e é investigado por violência psicológica e induzimento ao suicídio.
Segundo o depoimento, João afirmou que havia repassado R$ 14.035 para Isabelle, que, segundo ele, dizia possuir investimentos que gerariam retorno financeiro. Ele relatou que cobrava a devolução do dinheiro de maneira pacífica e afirmou que chegou a considerar procurar a Polícia para recuperar o valor. A mãe dele também teria entregue R$ 7 mil à jovem, conforme correção apresentada posteriormente.
Sobre o dia da morte, João declarou que saiu do apartamento para participar de uma missa na Igreja de Fátima. Segundo seu relato, Isabelle permaneceu no imóvel porque estava sentindo dores. Ele afirmou que chegou à igreja por volta das 18h40 e permaneceu também para uma segunda celebração.
Entre 19h14 e 19h16, Isabelle teria enviado uma mensagem dizendo: “Realmente não estou aguentando. Estou sentindo uma sensação estranha”. João declarou que não percebeu imediatamente a mensagem porque o celular estava no silencioso durante a missa. Ele também afirmou que já havia deixado Isabelle sozinha outras vezes e não imaginava que houvesse algum risco.
Ainda conforme o depoimento, por volta das 21h40 ou 21h45, João recebeu uma ligação do irmão informando que havia ocorrido um suicídio no prédio. O namorado afirmou que, ao saber que a vítima era uma mulher jovem e parda, passou a suspeitar que pudesse ser Isabelle.
Depois disso, João disse que foi de transporte por aplicativo até a Rodoviária de Fortaleza, onde aguardou o irmão. Por volta das 22h, o irmão chegou acompanhado da namorada e de um casal de amigos para buscá-lo. Posteriormente, João retornou ao condomínio acompanhado por policiais e pela perícia.
A morte de Isabelle, de 22 anos, ocorreu em 13 de setembro, em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. O laudo cadavérico apontou politraumatismo compatível com impacto contra o solo, enquanto exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse. A Polícia Civil e a Pefoce continuam investigando a dinâmica da queda.
A defesa de João nega envolvimento na morte e contesta as acusações apresentadas contra ele. O caso permanece sob investigação.
🔗 Fontes: O POVO / SBT News / Folha de S.Paulo / Polícia Civil do Ceará (PCCE) / Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) / Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce)
📝 Redação
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