Diarista presta depoimento e advogada negou que ela tenha alterado cena no imóvel


A diarista que trabalhava no apartamento ligado a João Munhoz Neto prestou depoimento à Polícia Civil do Ceará na manhã deste sábado (26), no 2º Distrito Policial, no bairro Meireles, em Fortaleza, durante as investigações sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos. A mulher foi ouvida por cerca de 30 minutos e pediu para não ser identificada.


Segundo a advogada Lídia Aguiar, que acompanhou a depoente, a diarista trabalhava no imóvel havia aproximadamente seis meses e costumava comparecer ao apartamento duas vezes por semana. Ela afirmou à Polícia que nunca presenciou discussões, brigas ou comportamentos anormais entre João, Isabelle e Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe do investigado.


Um dos pontos esclarecidos durante o depoimento foi a presença da diarista no apartamento após a morte de Isabelle. A defesa afirmou que ela foi ao imóvel no dia em que normalmente trabalhava, sem saber que a estudante havia morrido.

De acordo com Lídia Aguiar, quando chegou ao apartamento e tomou conhecimento do ocorrido, a diarista ficou abalada, deixou o local e não realizou a limpeza do imóvel nem alterou a cena. A advogada também negou que a trabalhadora tenha sido chamada especificamente para limpar o apartamento após a morte.

A presença da diarista havia despertado questionamentos porque informações divulgadas anteriormente apontavam que uma trabalhadora teria sido chamada ao imóvel no dia seguinte à morte. O Diário do Nordeste informou que a Polícia Civil apura a possibilidade de ocultação ou destruição de elementos que poderiam servir como provas.

Ainda conforme o Diário do Nordeste, o apartamento também teria sido colocado à venda poucos dias depois da morte, e a investigação passou a analisar as circunstâncias envolvendo a retirada de objetos e a desocupação do imóvel. Essas informações fazem parte da apuração policial e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual fraude processual.

A investigação sobre a morte de Isabelle continua. João Munhoz Neto está preso preventivamente e é investigado por suposto induzimento ao suicídio e violência psicológica. A defesa nega que ele tenha participação na morte da estudante.

Além da diarista, outras pessoas ligadas ao caso estão sendo ouvidas, entre elas a ex-mulher de João, a síndica e o administrador do condomínio. A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras de segurança e outros elementos para esclarecer as circunstâncias da morte.

🔗 Fontes: O POVO / GCMAIS / Diário do Nordeste / Polícia Civil do Ceará (PCCE) / Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce)

📝 Redação

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