Quinze dias após a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, a Polícia Civil do Ceará ampliou as diligências para esclarecer as circunstâncias do caso. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28/09), 28 pessoas já prestaram depoimento durante a investigação. A perícia também avançou na análise das evidências reunidas.
A estudante foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou politraumatismo provocado pelo impacto contra o solo e concluiu tecnicamente pela chamada precipitação voluntária. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse no organismo da jovem.
Apesar da conclusão pericial sobre a dinâmica da queda, a Polícia Civil mantém a investigação para esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte. Entre as linhas apuradas estão possíveis situações de violência psicológica e eventual induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
O trabalho policial inclui a análise de celulares, mensagens, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança. Mais de 700 horas de gravações do condomínio foram examinadas para reconstruir a movimentação no dia 13 de setembro. O rooftop, entretanto, não possuía câmera que registrasse diretamente o momento da queda.
O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, está preso preventivamente e é investigado no caso. A defesa contesta as acusações e sustenta que ele não estava no condomínio no momento da queda. A prisão não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade pela morte.
A investigação segue em andamento e parte dos procedimentos tramita sob segredo de Justiça. A Polícia Civil continua cruzando os depoimentos com os resultados das perícias, registros eletrônicos e imagens para esclarecer os pontos ainda pendentes.
🔗 Fontes: Polícia Civil do Ceará (PCCE) / Perícia Forense do Ceará (Pefoce) / O POVO / UOL / Diário do Nordeste / GCMais / Agência Brasil
📝 Redação
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