MPCE pediu arquivamento de acusação de indução ao su1c1d10 contra namorado de Isabelle Caracristi


O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) pediu o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto, de 34 anos, referente à suspeita de indução ao suicídio de sua namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em 13 de setembro de 2026, no condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O parecer foi divulgado nesta quarta-feira, 14/10.

Em seu parecer, o órgão considerou que os elementos reunidos durante a investigação não demonstraram que João tenha induzido, instigado ou auxiliado Isabelle a tirar a própria vida, nem que tenha assumido conscientemente o risco de provocar sua morte. A conclusão acompanha o entendimento da Polícia Civil do Ceará (PCCE), que não indiciou o bacharel por esse crime ao finalizar o inquérito.

O pedido de arquivamento ainda será analisado pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. Portanto, a manifestação do Ministério Público não representa, por si só, uma decisão judicial definitiva sobre esse ponto da investigação.

Indiciamento por outros crimes

Apesar do pedido de arquivamento da suspeita de indução ao suicídio, João Munhoz Neto foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica contra a mulher e fraude processual. A investigação foi concluída em 30 de setembro, após a análise de 17 laudos periciais e a coleta de depoimentos de 29 pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho, moradores e funcionários do condomínio. Também foram examinadas aproximadamente 700 gravações de câmeras de segurança.

O Ministério Público ainda deverá avaliar os elementos relacionados aos outros crimes investigados, podendo oferecer denúncia, solicitar novas diligências ou pedir o arquivamento das acusações, conforme a análise das provas.

Defesa nega envolvimento na morte

João foi preso preventivamente em 22 de setembro e deixou o presídio em 1º de outubro, passando a cumprir medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica. A defesa nega as acusações e afirma que ele não tentou obstruir as investigações. Os advogados também contestam a suspeita de violência psicológica.

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza, em 13 de setembro de 2026. Segundo a conclusão divulgada pela Polícia Civil e pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce), a morte ocorreu após uma queda voluntária. A investigação sobre a possível prática de violência psicológica e fraude processual segue sujeita à análise do Ministério Público e da Justiça.

🔗 Fontes: G1 Ceará / Ministério Público do Ceará (MPCE) / Polícia Civil do Ceará (PCCE) / Perícia Forense do Ceará (Pefoce) / O POVO / Diário do Nordeste / Rádio Itatiaia / UOL

📝 Redação

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