O laudo pericial, realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, assassinada com um tiro na cabeça em seu apartamento no centro de São Paulo no dia 18 de fevereiro, revelou que a vítima manteve relação sexual pouco antes de ser morta. O exame sexológico detectou a presença de espermatozoides no canal vaginal de Gisele, e o material genético foi coletado para confronto de DNA, uma descoberta que contradiz frontalmente a versão apresentada pelo principal suspeito, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, já réu por feminicídio e fraude processual.
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Em todos os seus depoimentos, o militar sustentou que o casal vivia uma crise, dormindo em quartos separados desde agosto do ano anterior e sem manter qualquer tipo de relação conjugal ou intimidade. Ele alegou que o encontro no dia do crime restringiu-se a uma conversa sobre a separação, negando veementemente qualquer contato físico. No entanto, para os investigadores, a evidência biológica encontrada é "absolutamente incompatível" com essa narrativa, desmentindo o álibi do oficial e indicando uma dinâmica dos fatos distinta daquela por ele descrita. Adicionalmente, o laudo toxicológico confirmou que Gisele não estava sob efeito de álcool, drogas ou medicamentos, estando plenamente consciente no momento do ataque.
A reconstituição dos fatos pelos peritos da Polícia Científica de São Paulo descreve a ação criminosa em quatro etapas distintas, iniciando com uma abordagem surpresa pelas costas dentro da residência. O laudo aponta que Geraldo imobilizou a vítima pelas costas enquanto ela tentava se desvencilhar, momento em que ele teria empunhado a arma próxima à cabeça dela. Marcas de pressão de dedos no rosto e no pescoço, além de uma marca superficial de unha, indicam que houve luta corporal e tentativa de esganadura antes do disparo fatal, reforçando a tese de agressão física prévia ao homicídio.
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🔗 Fonte: CNN Brasil
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