Piloto preso por abuso sexual infantil pagava entre R$ 30 e R$ 100 por fotos das vítimas, afirma polícia


O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso nesta segunda-feira (09/02) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acusado de comandar uma rede de exploração e abuso sexual infantil. Segundo a Polícia Civil, ele pagava valores entre R$ 30 e R$ 100 por fotos ou vídeos das vítimas, enviados por responsáveis como mães ou avós, geralmente via WhatsApp. Em alguns casos, oferecia também benefícios como remédios, pagamento de aluguel e até a compra de uma televisão.

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Lopes levava crianças e adolescentes a motéis na capital paulista utilizando documentos falsos para ocultar suas idades reais. A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que, quando tinha contato físico com as meninas, cometia estupros. Até o momento, dez vítimas foram identificadas em São Paulo, mas a investigação aponta que o número pode ser maior. Entre elas estão três irmãs de 18, 12 e 10 anos, abusadas há anos.


No celular apreendido com o suspeito, foram encontradas imagens que sugerem a existência de vítimas em outros estados. A polícia investiga se o material era apenas consumido por ele ou também distribuído a terceiros. “Há fortes indícios de que ele compartilhava esse conteúdo com outras pessoas”, disse a delegada. As investigações tiveram início em outubro de 2025 e indicam que a rede criminosa operava há pelo menos oito anos.


Sérgio Antônio Lopes costumava se aproximar de mães, avós ou responsáveis fingindo interesse romântico, para depois revelar seu real objetivo: explorar as crianças. Além dele, foram presas Denise Moreo, avó das três irmãs, em prisão temporária, e Simone da Silva, mãe de uma vítima que começou a ser abusada aos 11 anos, detida em flagrante por armazenar e repassar conteúdo de exploração sexual infantil.


A operação “Apertem os Cintos”, deflagrada pelo DHPP, cumpriu dois mandados de prisão e oito de busca e apreensão em endereços na capital paulista e em Guararema, onde o piloto reside. A polícia afirma que os crimes configuram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com divisão de funções e coordenação entre os envolvidos.


Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna, repudia qualquer conduta criminosa e está à disposição das autoridades. O voo LA3900, que seria operado por Lopes, seguiu normalmente, decolando e pousando conforme programado. A defesa dos investigados ainda não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

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🔗 Fonte: G1

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