Sérgio Antônio Lopes, piloto da Latam de 60 anos, foi preso na manhã de segunda-feira (09/02) dentro de um voo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sob suspeita de abuso sexual contra crianças e adolescentes e de compartilhar pornografia infantil. Ele é apontado como o principal articulador de uma rede de aliciamento de menores que, segundo a Polícia Civil, já atuava há pelo menos oito anos.
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As investigações, iniciadas em outubro de 2025, já identificaram ao menos dez vítimas, todas meninas — uma delas começou a ser abusada aos 8 anos de idade. Os encontros ocorriam principalmente em motéis na capital paulista, onde Lopes levava as vítimas utilizando documentos falsos para ocultar suas idades reais. Ele costumava buscar garotas em áreas de vulnerabilidade social próximas ao Aeroporto de Congonhas.
Além de cometer estupros, o suspeito filmava os abusos e compartilhava o material em grupos de WhatsApp. A polícia apurou que ele pagava familiares das vítimas entre 50 e 100 reais por cada gravação de conteúdo ilícito. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, classificou as imagens encontradas como extremamente perturbadoras.
Uma mulher de 55 anos foi presa por receber dinheiro de Lopes em troca do aliciamento das três netas — que tinham 8, 10 e 14 anos quando os abusos começaram, há cerca de quatro anos. A avó e o piloto foram detidos com base em mandados de prisão temporária. Além dela, a mãe de outra vítima, de 14 anos, foi presa em flagrante após a polícia encontrar em seus dispositivos vídeos dos abusos cometidos contra a filha, que ela armazenava e repassava ao suspeito.
A operação “Apertem os Cintos”, conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu dois mandados de prisão temporária e oito ordens de busca e apreensão, incluindo no endereço de Lopes em Guararema. A delegada Ivalda Aleixo, titular do DHPP, destacou a surpresa com a descoberta de que a mãe também tinha conhecimento dos crimes.
Os envolvidos poderão responder por diversos crimes, entre eles estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infanto-juvenil, stalking, aliciamento de crianças e coação no curso do processo.
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🔗 Fonte: Terra
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