O piloto Sérgio Antonio Lopes, da Latam, foi preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (09/02) enquanto se preparava para operar o voo LA3900 com destino ao Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes que atuava há cerca de oito anos. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de São Paulo, ele deixava explícito em encontros: “Gosto de crianças”.
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Lopes aliciava mães e avós das vítimas, oferecendo dinheiro, pagamento de medicamentos, aluguel e até TV por assinatura em troca de acesso às meninas. A polícia já identificou dez vítimas, entre elas adolescentes de 14, 16 e 17 anos, além de crianças ainda não identificadas cujas imagens foram encontradas em seu celular. Em um dos casos, uma avó foi presa por entregar as próprias netas — uma delas começou a ser abusada aos 13 anos e hoje tem 18; a outra, atualmente com 14, foi abusada a partir dos 11.
A investigação teve início em outubro de 2025, após denúncia feita diretamente por uma das vítimas, e não de forma anônima. O suspeito também ameaçava as vítimas para manter o esquema funcionando e incentivava algumas delas a recrutar amigas, criando laços de confiança para ampliar sua rede. Ele produzia, armazenava e compartilhava pornografia infantil, frequentemente buscando vítimas em regiões periféricas.
A operação “Apertem os Cintos”, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, resultou na prisão de Lopes e da avó de duas vítimas, além do cumprimento de oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. Os crimes sob investigação incluem estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção e compartilhamento de pornografia infanto-juvenil, stalking, aliciamento e coação processual.
Em nota, a Latam informou ter aberto apuração interna e afirmou repudiar veementemente qualquer ação criminosa, reforçando que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta. A Folha tentou contato com a defesa de Sérgio Antonio Lopes, mas até a publicação não obteve retorno. O caso continua em investigação para identificar novas vítimas e demais envolvidos na rede criminosa.
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🔗 Fonte: folha
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