Golpeada pelo ex com punhalada nas costas, mulher gritou antes de ser morta no Interior do Ceará


Um feminicídio brutal registrado na zona rural de Boa Viagem, no Interior do Ceará, chocou a região neste final de semana. A vítima, identificada como Aldecina Albuquerque, de 43 anos, foi morta pelo ex-namorado com um golpe de punhal nas costas, e chegou a gritar em desespero antes de ser atingida: “Vai fazer isso comigo?”.

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito do crimeFrancisco de Assis Pereira Cruz — teria se aproximado de Aldecina após uma discussão entre os dois no último domingo (22/02). Em determinado momento, ao ver o ex sacar um punhal, a mulher teria gritado: “Vai fazer isso comigo?” antes de sofrer o golpe que acabou sendo fatal.

Eles não mantinham mais um relacionamento, mas, conforme a investigação, Francisco não teria superado o fim da união e ficou irritado após acessar o celular da vítima. Ele teria lido mensagens que, segundo ele, indicavam que Aldecina pretendia relacionar-se com outra pessoa no futuro, o que teria despertado ciúmes e revolta no homem.

Após cometer o crime, o suspeito fugiu do local, mas, horas depois, enviou um áudio à filha da vítima em que confessou: “matei tua mãe”. As autoridades receberam a denúncia e iniciaram as buscas.

Policiais militares, que estavam de folga e souberam da ocorrência, se ofereceram para auxiliar nas buscas. Eles localizaram Francisco de Assis escondido em um matagal próximo e o prenderam sem resistência.

O suspeito foi levado à delegacia, onde confessou o feminicídio e alegou que havia “perdido a cabeça” após a discussão com a ex-namorada, motivado por ciúmes. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, atendendo a pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE).

O caso reforça o preocupante cenário de violência contra mulheres no Brasil, especialmente em contextos de término de relacionamentos. Autoridades de segurança pública destacam que discussões e ciúmes possessivos podem escalar rapidamente para agressões graves, e que é essencial denunciar comportamentos abusivos antes que resultem em tragédias.

A Polícia Civil segue com a investigação complementar e colhe depoimentos, enquanto as autoridades reforçam a importância de mecanismos de proteção, como medidas protetivas e apoio de serviços especializados, para mulheres que se sentem ameaçadas por ex-companheiros.

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🔗 Fonte: Diário do Nordeste

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