Com aval de Lula, Guimarães defende chapa com Eunício e desafia Cid Gomes no Ceará: “O PT não pode botar qualquer um”


O deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados, reacendeu o embate político sobre a formação da chapa ao Senado Federal pelo Ceará em 2026. Em entrevista nesta segunda-feira, 23/02, Guimarães defendeu que a composição estratégica da base aliada seja construída com nomes leais ao projeto federal liderado por Lula, destacando a necessidade de aliar sua própria pré-candidatura à do deputado Eunício Oliveira (MDB), em vez de acomodar outros cotados como o senador Cid Gomes (PSB) ou aliados que não estariam plenamente alinhados com o governo federal.

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Durante fala à imprensa e em entrevistas concedidas à Rádio Tempo FM, Guimarães enfatizou que a discussão sobre a formação da chapa ao Senado cearense deve priorizar unidade com o governo federal e apoio explícito ao presidente Lula, criticando a ideia de simplesmente acomodar qualquer nome sem esse compromisso. Nessa lógica, ele pontuou que o ex-senador Eunício Oliveira — eleito senador em 2010 com apoio do próprio Lula — representa um parceiro político que tem votado ao lado do governo nas votações mais sensíveis do Congresso e, por isso, seria um bom nome para acompanhar sua pré-candidatura numa chapa robusta.


Guimarães afirmou que o PT “não vai apoiar candidaturas ao Senado que chegam aqui em Brasília e votam contra o Lula”, numa referência velada aos movimentos internos de alguns aliados que, em votações no Congresso, se posicionaram de maneira divergente do governo.


O cenário político no Ceará é particularmente complexo, com múltiplos nomes cotados para as duas vagas ao Senado em disputa nas eleições de outubro de 2026 — incluindo o próprio Guimarães, o senador Cid Gomes (PSB) (que ainda aparece em negociações internas), Júnior Mano (PSB), Chiquinho Feitosa (Republicanos), Moses Rodrigues (União Brasil) e outros políticos de destaque regionais.


O apoio de Lula a Guimarães é considerado um elemento central para fortalecer sua posição, e o petista tem intensificado agendas no interior do Ceará para ampliar o alcance de sua pré-candidatura e articular apoios de prefeitos e lideranças locais. Segundo aliados, Guimarães já teria mais de 70 prefeitos engajados em sua pré-campanha, o que reforça seu cacife político no Estado.


Ao mesmo tempo, a posição de Guimarães de priorizar nomes “leais” pode gerar ruídos internos na base aliada — inclusive com sectores do PSB e aliados que defendem maior inclusão de nomes como Cid ou Júnior Mano na chapa, sem condicionamentos estritos ao apoio futuro no Congresso, o que representa um ponto de tensão dentro da coalizão governista no Ceará.


Guimarães não esconde que sua condução da disputa tem respaldo significativo dentro do PT e que o aval de Lula — mesmo que não formalizado em ato público explícito — vem sendo percebido na movimentação política e nas estratégias adotadas. A prioridade de compor uma chapa competitiva e alinhada com o governo federal visa fortalecer as chances de reeleição do presidente Lula e garantir que a bancada cearense no Senado seja favorável a projetos estratégicos do Executivo nos próximos anos.


Com as eleições gerais previstas para 4 de outubro de 2026, a disputa pelas vagas ao Senado no Ceará se consolidou como um dos principais focos de articulação da base governista, exigindo acordos entre PT, MDB, PSB e outros partidos aliados — em meio a uma grande lista de pré-candidatos que buscam espaço numa chapa majoritária que pode determinar o futuro político da região nos próximos anos.

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