Vereador Denovan questionou adiamento da eleição da Mesa Diretora e criticou interferência externa na Câmara


Durante a sessão da Câmara Municipal de Monsenhor Tabosa, na quinta-feira, 01/10, o vereador Denovan Alves se pronunciou sobre a decisão relacionada à eleição da Mesa Diretora.


Denovan Alves afirmou que, quando os 11 vereadores assinaram a alteração da Lei Orgânica Municipal para possibilitar a realização da eleição, todos estavam cientes do que estavam assinando. O vereador ressaltou que não recebeu qualquer benefício ou foi convencido por alguém para assinar a mudança, mas que considerou a alteração um direito dos parlamentares.


Segundo Denovan, o que considerava um problema era os 11 vereadores assinarem uma mudança e, posteriormente, haver uma decisão para desfazê-la ou adiar a eleição. Ele destacou que sua manifestação não estava relacionada a candidatos, nem à definição de seu próprio voto.


“Não importa se eu voto, se eu me abstenho ou vou votar ou quem é o candidato, pra mim não interessa. O que eu tô me referindo é que nós tamo desfazendo algo que nós fez ontem”, afirmou.


O vereador também questionou por que aqueles que agora eram contrários à realização da eleição não haviam se manifestado no momento em que a alteração da legislação foi aprovada.

Denovan Alves mencionou uma justificativa atribuída ao prefeito, afirmando que, segundo conversas que teria ouvido na rua, existiria a avaliação de que a realização da eleição poderia beneficiar outro concorrente que teria um acordo. O vereador ressaltou que esse possível acordo não seria de seu interesse.

Denovan também fez críticas a uma suposta mobilização de servidores municipais em favor de candidatos. Ele afirmou que teria recebido relatos de que funcionários estariam sendo reunidos em uma escola e que, em sua região, haveria pessoas passando de casa em casa para pressionar servidores.

Segundo o vereador, haveria ameaças de que funcionários poderiam perder seus empregos ou serem transferidos caso acompanhassem determinado vereador.

Denovan Alves afirmou que se considera uma autoridade escolhida pelo povo e declarou que não se considera covarde. Disse ainda que honra o cargo de vereador e que não pretende baixar a cabeça para encobrir erros de gestores ou opiniões externas levadas para dentro do Legislativo.

O vereador ressaltou que o prefeito exerce sua função no Executivo, enquanto os 11 vereadores representam o Legislativo Municipal. Para Denovan, os parlamentares precisam assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas pela Câmara.

Ele questionou ainda qual explicação seria dada à população caso os vereadores aprovassem uma alteração na legislação e, posteriormente, fossem contrários à própria mudança. “Nós fizemos uma lei e agora tamos sendo contra ela? Que satisfação nós vamos dar pra população?”, declarou.

Denovan Alves também afirmou que os rumores e questionamentos relacionados às candidaturas não impediram que o processo eleitoral chegasse ao momento atual. Ele classificou como uma “covardia” a possibilidade de os vereadores recuarem de uma decisão anteriormente construída e assinada pelos 11 parlamentares.

Ao final, o vereador afirmou que ainda não havia definido se votaria, se votaria contra ou se se absteria, destacando que a escolha seria um direito seu. Durante a fala, também foi mencionado no plenário um compromisso de que a votação ocorreria naquela data.

📝 Redação

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