Vereador defendeu realização da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Monsenhor Tabosa e pediu decisão do Plenário


Durante a sessão da Câmara Municipal de Monsenhor Tabosa, o vereador Diego Madeiro Melo se pronunciou sobre a eleição da Mesa Diretora do Legislativo, marcada na quinta-feira, 1º de outubro. Em sua fala, ele destacou que a realização da eleição foi resultado de uma construção coletiva entre os 11 vereadores da Casa.


Diego Madeiro explicou que, para que a eleição pudesse ser realizada na data definida, foram necessárias alterações no Regimento Interno e na Lei Orgânica Municipal. Segundo o vereador, as mudanças foram acatadas pelo presidente da Câmara e posteriormente votadas pelos vereadores.


De acordo com Diego, após as alterações, os vereadores passaram a discutir a definição de uma data para a eleição. Ele afirmou que entrou em contato com o presidente e com os demais parlamentares para verificar o período previsto legalmente. Segundo ele, o período legal para a realização da eleição seria de 1º de outubro até o final do ano.

O vereador relatou ainda que, por meio de um ato da Mesa Diretora, assinado pelos quatro integrantes, foi definido o dia 1º de outubro para a realização da eleição. Também foi estabelecido o dia 1º de setembro como prazo limite para o registro das chapas concorrentes.


Diego Madeiro afirmou que a eleição estava marcada havia cerca de três ou quatro meses e que o registro da chapa havia completado um mês. Segundo ele, somente ao meio-dia de quinta-feira tomou conhecimento de que havia sido solicitada a não realização da eleição.

Durante o pronunciamento, o vereador também defendeu a independência entre os Poderes e afirmou acreditar na autonomia da Câmara Municipal para tomar suas decisões internas. “Eu fui votado pra ser vereador e não pra ser prefeito. E quem foi votado pra ser prefeito, não é pra ser vereador”, declarou.

Diego Madeiro afirmou que considera o Plenário soberano para decidir sobre projetos e questões internas do Legislativo. Para ele, não havia, até aquele momento, uma justificativa que considerasse substancial para impedir a realização da eleição, ressalvando que não poderia tomar uma decisão baseada apenas em uma percepção ou em “achismo”.

O vereador sugeriu ainda que fosse realizada uma discussão entre a maioria dos parlamentares, destacando que, em sua avaliação, a democracia pressupõe a decisão da maioria. Ao mesmo tempo, reconheceu que o presidente da Câmara possui prerrogativas para orientar as pautas e conduzir os trabalhos legislativos.

Ao final, Diego Madeiro afirmou que não pretendia fazer uma crítica ao presidente, mas defendeu o uso do bom senso, o direito e o respeito às decisões dos demais vereadores. Ele manifestou a expectativa de que a questão pudesse ser levada ao Plenário para que os parlamentares decidissem sobre a realização da eleição da Mesa Diretora.

O pronunciamento foi encerrado com Diego Madeiro reforçando a expectativa de manutenção da parceria entre os vereadores e dirigindo suas últimas palavras ao presidente da Câmara.

📝 Redação

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