Lula aceita abrir sigilos, mas cobra de Flávio Bolsonaro dados de empresa ligada a Willer Tomaz


💬 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (22/10), que não se opõe à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas defende incluir no acordo informações da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em manifestação encaminhada ao ministro André Mendonça, a defesa de Lula argumentou que as condições de abertura dos sigilos devem valer para os dois candidatos. Citou informações atribuídas à Polícia Federal segundo as quais Flávio teria sido “usuário master” de uma conta bancária associada à Alcazar, vínculo que teria sido encerrado em maio de 2025.

A campanha de Flávio Bolsonaro nega irregularidades e contesta a interpretação sobre a relação bancária. Willer Tomaz também é citado nas investigações, mas as suspeitas não representam condenação. A manifestação de Lula menciona ainda uma viagem de Flávio em um jato executivo relacionado à empresa do advogado.

A campanha do senador, representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que analisaria a documentação apresentada por Lula antes de disponibilizar os próprios dados. O ex-procurador Deltan Dallagnol foi indicado pela equipe de Flávio para examinar o material.

Na mesma quinta-feira (22/10), as campanhas de Lula e Flávio assinaram uma petição conjunta no TSE, concordando com a abertura simultânea dos sigilos previstos no acordo. A documentação inclui informações dos candidatos, familiares e empresas indicadas, entre elas a Alcazar Holdings. A divulgação efetiva depende do cumprimento das autorizações e dos procedimentos necessários.

O episódio colocou a transparência patrimonial e as relações empresariais dos candidatos no centro da disputa eleitoral. As informações sobre a conta bancária e os vínculos citados permanecem controversas e dependem da análise dos documentos e das apurações oficiais.

🔗 Fontes: VEJA / CNN Brasil / UOL / Tribunal Superior Eleitoral

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