Chefe de gabinete de Talíria Petrone (PSOL) foi preso em operação contra rede de exploração sexual de adolescentes no RJ


💬 Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, chefe de gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), foi preso na quarta-feira (28/10) durante a Operação NXIVM, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele trabalhava com a parlamentar desde 2019 e recebia salário bruto mensal de R$ 18.290,56. A investigação apura a atuação de uma rede suspeita de exploração sexual de adolescentes e produção de vídeos de violência sexual.


Além de Carlos Alberto, foi preso o terceiro-sargento da Polícia Militar Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos. A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de gravar abusos sexuais contra adolescentes e utilizar as imagens para ameaçar e chantagear as vítimas, mantendo-as sob controle por meio de violência física e psicológica. Os integrantes do grupo supostamente se referiam a si mesmos como “senhores” e às vítimas como “escravas”. A investigação busca identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

As apurações começaram em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor do vereador de Niterói Professor Túlio (PSOL), suspeito de estuprar uma adolescente de 16 anos. A análise de celulares e computadores apreendidos durante a investigação levou os policiais a outros suspeitos e revelou indícios de uma rede mais ampla.

Após tomar conhecimento da prisão de Carlos Alberto, Talíria Petrone afirmou ter sido surpreendida pela operação e determinou a exoneração do assessor enquanto os fatos são esclarecidos. A deputada também manifestou solidariedade à vítima e à família, defendeu uma investigação rigorosa e declarou que não compactua com nenhuma forma de violência contra mulheres e meninas.

A investigação continua para esclarecer a participação individual dos suspeitos e reunir provas. As acusações ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

🔗 Fontes: Metrópoles / CNN Brasil / Folha de S.Paulo / O Dia / Crusoé / Polícia Civil do Rio de Janeiro

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