Um estudo divulgado nesta quarta-feira (23/09) estima que o Super El Niño em desenvolvimento poderá provocar cerca de 451 mil mortes adicionais relacionadas ao calor extremo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027. A projeção foi elaborada por pesquisadores do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, e considera mortes que ocorreriam além do número normalmente registrado em um ano sem o fenômeno.
Segundo a estimativa, a temperatura média global poderá ficar aproximadamente 1,2°C acima do normal nos próximos meses. O fenômeno também deverá aumentar em cerca de 44% o número de dias de calor extremo em relação ao que seria esperado em um ano normal.
O Brasil aparece entre os países apontados como mais afetados pela projeção, com uma estimativa média de aproximadamente 13 mil mortes adicionais associadas ao calor durante o período analisado. Os impactos, porém, podem variar de acordo com as condições climáticas e a capacidade de cada região de enfrentar temperaturas extremas.
O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, provocando alterações nos padrões climáticos de diferentes partes do planeta. Estudos recentes também apontam que o aquecimento global pode contribuir para o aumento da intensidade desses eventos.
Uma pesquisa publicada na revista Nature Climate Change em janeiro de 2026 também identificou impactos do El Niño sobre a mortalidade e a expectativa de vida, embora tenha analisado principalmente países e regiões do Pacífico e utilize uma metodologia diferente da estimativa de 451 mil mortes.
🔗 Fontes: Climate Impact Lab / Universidade de Chicago / CNN Brasil / Nature Climate Change / Associated Press (AP)
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