A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, passou a incluir como uma das principais linhas a apuração de possível induzimento, instigação ou auxílio ao su1c1di0, além de suspeitas de violência psicológica. O namorado da jovem, João Munhoz Neto, foi preso preventivamente na terça-feira (22/09) e é investigado pelos crimes.
A apuração ganhou novos elementos após a perícia recuperar mensagens do celular de Isabelle. Segundo informações divulgadas pelo UOL, os registros apontariam uma rotina de vigilância e controle no relacionamento. Em trechos recuperados, a estudante teria relatado sentir-se ameaçada, manipulada, pressionada e presa, além de afirmar que determinadas atitudes do namorado lhe faziam mal.
Um primo de Isabelle também relatou à Polícia Civil que, aproximadamente uma semana antes da morte, recebeu uma ligação na qual ela teria afirmado não suportar mais João. Segundo o depoimento, a jovem reclamava de ciúmes excessivos e de restrições ao contato com familiares e colegas de trabalho.
A prisão preventiva de João foi fundamentada, segundo informações divulgadas pela imprensa, nos artigos 122 e 147 do Código Penal, relacionados ao induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e ao crime de ameaça. A investigação, porém, ainda não concluiu a responsabilidade do investigado pela morte.
Paralelamente, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) apontou que Isabelle morreu em decorrência de politraumatismo compatível com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos não detectaram substâncias de interesse, enquanto as circunstâncias que levaram à queda continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.
A defesa de João contesta as suspeitas e afirma que ele não estava no prédio no momento da queda. O caso permanece sob investigação e tramita em segredo de Justiça.
🔗 Fontes: Polícia Civil do Ceará / SSPDS-CE / Pefoce / UOL / Correio Braziliense / Folha de S.Paulo
📝 Redação
📱 Siga o @mtnews2026__
© 2026 Monsenhor Tabosa News — Todos os direitos reservados.

