Investigação revela que esquema de fraude no INSS financiou jatinhos, apartamentos e carros de luxo envolvendo Gorete Pereira


Bens de alto valor, incluindo um apartamento, veículos de luxo e uma aeronave, foram adquiridos com recursos desviados de aposentados e pensionistas do INSS, conforme revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (17/03) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) é apontada como uma das principais articuladoras do esquema criminoso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou o uso de tornozeleira eletrônica para a parlamentar e decretou a prisão preventiva do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota.

🔗 Siga o grupo do MTNEWS2026 no WhatsApp

A decisão judicial destaca indícios robustos da participação de Gorete Pereira nos crimes, citando a compra de um apartamento avaliado em R$ 4 milhões e de um veículo de luxo superior a R$ 400 mil, ambos adquiridos por meio de empresas de fachada com dinheiro subtraído dos benefícios previdenciários. A investigação aponta ainda que a deputada recebia vultosas quantias a título de propina de empresas administradas por ela e familiares, como a SOP PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA, gerida por sua sobrinha, Sofia Lilia Freitas Pereira, cujo nome figura em planilhas com valores expressivos. Além disso, suas despesas com viagens eram custeadas pelos integrantes da organização.


Relatórios da Polícia Federal indicam que o escritório de advocacia de Cecília Rodrigues Mota era responsável por pagar diversas despesas da deputada. Mensagens de WhatsApp apreendidas revelam o interesse de Cecília na aquisição de um jatinho, incentivando um interlocutor a seguir o exemplo de Natjo de Lima Pinheiro, que já havia comprado uma aeronave e uma BMW X6. Este carro de luxo foi enviado a Cecília no mesmo dia de uma das fases da operação. A defesa de Natjo classificou a prisão preventiva como desnecessária e desproporcional, argumentando que medidas anteriores já eram suficientes e que não há risco de fuga, enquanto as defesas de Gorete e Cecília não se manifestaram ou não foram localizadas.


As autoridades justificaram os pedidos de prisão preventiva com base na prática de ocultação e dilapidação de bens pelos investigados, utilizando o patrimônio adquirido ilicitamente para dificultar a reparação dos danos causados às vítimas do esquema. A compra desses ativos de luxo serve como prova material da capacidade financeira obtida através dos descontos indevidos e da necessidade de assegurar a recuperação dos valores desviados.

➡️ Leia mais no mtnews2026.blogspot.com

🔗 Fonte: DN

📱  Siga o @mtnews2026_   

Postagem Anterior Próxima Postagem