A "Operação Traditori", deflagrada em Morada Nova, revelou a tentativa de um poder paralelo de estabelecer um braço político no município, com investigações apontando que o financiamento criminoso pode ter alcançado a disputa pela prefeitura nas eleições de 2024. A ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), com apoio da Polícia Federal, resultou na prisão de cinco vereadores e de outras 11 pessoas, além da execução de 30 mandados de busca e apreensão. O esquema funcionava através de um sistema estruturado de lavagem de dinheiro, dividido em núcleos de comando, financeiro-operacional e político, utilizando recursos do tráfico para financiar campanhas em troca de proteção institucional e nomeação de membros da organização em cargos públicos.
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Marco Bica (PT), conhecido como "Marquinho da Ana", candidato derrotado à prefeitura e então titular da Superintendência de Obras Hidráulicas do Estado (Sohidra), foi alvo de diligências, embora a Justiça Eleitoral tenha negado sua prisão preventiva por ausência de atos concretos que comprovassem atuação direta em favor da organização criminosa. Contudo, os autos indicam uma relação de proximidade política e pessoal entre ele e integrantes de um poder paralelo, incluindo diálogos interceptados e uma visita realizada em março de 2023 ao presídio para encontrar Francisco George Constantino de Oliveira, apontado como líder do poder paralelo. Diante das investigações, Marco Bica optou por se afastar voluntariamente do comando da Sohidra para preservar a instituição e colaborar com a justiça, enquanto sua defesa sustenta que o encontro no cárcere ocorreu no estrito exercício da advocacia para atender familiares do detento.
A operação atingiu diretamente a base de apoio da atual prefeita Naiara Castro (PSB), resultando na prisão preventiva de vereadores como Hilmar Sérgio (PT), Gleide Rabelo (PT), Régis Rumão (PP), Cláudio Maroca (PT) e Júnior do Dedé (PSB), este último exonerado do cargo de secretário de Administração do município. A Justiça Eleitoral determinou também o afastamento dos parlamentares investigados por 180 dias, mantendo seus salários durante o período. Enquanto as defesas dos acusados afirmam inocência e prometem colaborar com a elucidação dos fatos, a prefeita Naiara Castro pediu união à população, recusando-se a transformar a tragédia em disputa política, e os partidos envolvidos, como PT e PSB, anunciaram a abertura de processos éticos internos para apurar a conduta de seus filiados.
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🔗 Fonte: DN
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