Mpox chega a 81 casos no Brasil em 2026; especialistas explicam sintomas e quando suspeitar


O Brasil já registrou 81 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, não há registro de óbitos em decorrência da doença neste ano, e a maior parte dos casos apresentou quadro clínico leve ou moderado.

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O levantamento das autoridades sanitárias indica que a distribuição dos casos entre os estados brasileiros é a seguinte:

  • São Paulo: 57 casos
  • Rio de Janeiro: 13 casos
  • Rondônia: 4 casos
  • Minas Gerais: 3 casos
  • Rio Grande do Sul: 2 casos
  • Distrito Federal: 1 caso
  • Paraná: 1 caso

Esses números mostram que o estado de São Paulo concentra a grande maioria das infecções até agora, seguido pelo Rio de Janeiro e outras unidades federativas.

A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus — similar, mas distinto, da varíola humana. A transmissão ocorre principalmente por meio de contato direto e prolongado com pessoas infectadas ou com suas lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas e toalhas.

Os sinais da mpox podem surgir de 3 a 21 dias após a exposição ao vírus, com os sintomas iniciais frequentemente sendo:

  • Febre alta
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores musculares e nas costas
  • Fadiga e mal-estar
  • Linfonodos inchados

Após alguns dias da febre, aparecem erupções cutâneas e lesões na pele, que são consideradas a manifestação mais característica da doença. Essas lesões costumam surgir no rosto, mãos, pés, boca e regiões genitais ou anal. Com o tempo, essas manchas podem evoluir para bolhas com líquido, formando crostas até cicatrizarem.

Você deve suspeitar de mpox e procurar atendimento médico se:

  • Tiver febre ou mal-estar seguido de lesões na pele ou feridas que evoluem visivelmente;
  • Tiver contato próximo ou íntimo com alguém que foi diagnosticado com mpox;
  • As lesões aparecerem em locais inusitados (não apenas braços ou pernas, mas também no rosto ou genitais);
  • Apresentar linfonodos inchados junto com outros sintomas gripais.

O Ministério da Saúde recomenda que, diante de qualquer sintoma suspeito, a pessoa:

  • Evite contato próximo com outras pessoas até ser avaliada por um profissional de saúde;
  • Procure atendimento em unidades do SUS ou clínicas médicas para avaliação e, se indicado, diagnóstico laboratorial;
  • Informe histórico de contato com casos confirmados ou suspeitos, pois isso pode ajudar no rastreamento e controle da doença.

Embora os casos atuais apresentem evolução geralmente leve a moderada, as autoridades de saúde seguem em vigilância ativa para monitorar a circulação do vírus e prevenir possíveis surtos maiores. O SUS afirma estar preparado para identificar, diagnosticar e acompanhar casos de mpox em todo o país.

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🔗 Fonte: VEJA/SBT News/7Segundos/Veja Saúde/Ministério da Saúde

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