MP vai apurar conduta do delegado-geral de SC no caso Cão Orelha


A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, no caso envolvendo os maus-tratos ao cão comunitário Orelha, está sendo investigada por meio de um procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado (MPSC), unidade responsável pelo controle externo da atividade policial. O objetivo é avaliar se há fundamentos suficientes para a abertura de um inquérito civil e possíveis medidas judiciais.

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O MPSC justificou a medida com base em diversas representações recebidas contra o delegado. Entre as suspeitas estão abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa, especialmente por supostamente ter revelado informações confidenciais obtidas em razão de suas funções, o que poderia beneficiar terceiros ou colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado. Ulisses Gabriel, contudo, afirmou à NSC que não foi notificado oficialmente e negou qualquer responsabilidade direta na investigação: “Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação”.


Esse procedimento ocorre em paralelo a outras requisições feitas pelo MPSC após a conclusão do inquérito policial na semana anterior, que resultou na representação e no pedido de internação de um adolescente acusado de agredir o cão Orelha. Na segunda-feira, 09/02, o Ministério Público determinou um prazo de 20 dias para que a Polícia Civil complemente as investigações relativas a uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava — local onde o animal foi encontrado morto no início de janeiro.


O MPSC identificou lacunas significativas nas provas coletadas até agora, o que impede a formação de um juízo seguro sobre os fatos. Diante disso, solicitou novas diligências, incluindo novo depoimento presencial do porteiro e de um vigilante, além da juntada de vídeos que registrem as conversas entre os suspeitos. A expectativa é que essas testemunhas consigam identificar os envolvidos nas imagens e forneçam mais detalhes sobre o ocorrido. O caso também envolve três adultos indiciados por coação no curso do processo e ameaça, em relação às investigações sobre a morte de Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo.

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🔗 Fonte: G1

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