A defesa do adolescente acusado de agredir o cão comunitário Orelha divulgou um vídeo que, segundo seus advogados, mostra o animal caminhando por volta das 7h do dia 4 de janeiro — horário posterior ao estimado pela Polícia Civil para as agressões, fixado em torno das 5h30. O inquérito foi concluído na terça-feira (03/02), e a polícia pediu a internação provisória do jovem. A defesa nega a autoria e afirma que o registro contradiz a cronologia apresentada nas investigações.
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A delegada Mardjoli Valcareggi confirmou a autenticidade do vídeo, mas esclareceu que a Polícia Civil nunca afirmou que o cão morreu imediatamente após as agressões. Nas imagens, dois cachorros aparecem na calçada; Orelha sai de um arbusto e segue caminhando. O advogado Alexandre Kale disse à NSC TV que o material evidencia a “fragilidade dos indícios”, destacando a ausência de testemunhas oculares ou imagens do suposto ataque, além da impossibilidade de precisar o momento exato da morte, já que o animal esteve desaparecido por um período amplo.
A delegada explicou que testemunhas viram Orelha ferido no dia 4, e que seu estado se agravou até o dia 5, quando foi resgatado. Laudos e depoimentos indicam que as lesões evoluíram ao longo de dois dias. Profissionais que atenderam o animal confirmaram que o trauma na cabeça, compatível com chute ou objeto contundente, não era fatal de imediato, mas consistente com uma agressão ocorrida cerca de 48 horas antes do óbito.
A investigação também analisou imagens de câmeras de segurança que apontam contradições no depoimento do adolescente. Segundo o delegado Renan Balbino, ele “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes”. Um vídeo mostra o jovem saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58 do dia 4, acompanhado de uma amiga — embora tenha afirmado ter ficado o tempo todo na área da piscina. Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 e morreu após atendimento veterinário, com graves lesões na cabeça e no olho esquerdo, além de desidratação severa.
Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes foram investigados. A roupa do suspeito foi outro ponto central: ele estava fora do Brasil até 29 de janeiro, e a polícia antecipou sua localização monitorando seu voo. Na abordagem no aeroporto, um familiar tentou esconder um boné rosa, e demonstrou comportamento suspeito ao entregar um moletom, alegando que havia sido comprado na viagem. As peças foram apreendidas e comparadas com imagens do dia das agressões, permitindo identificar a vestimenta usada pelo adolescente.
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🔗 Fonte: G1
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