Defensoria pede que Globo, CNN, Record e SBT paguem R$ 1 milhão de indenização por danos morais à mãe que perdeu os filhos em Itumbiara


A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) ajuizou uma ação civil pública contra grandes veículos de imprensa — entre eles Globo, CNN Brasil, Record TV e SBT — pedindo indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos relacionados à cobertura do caso trágico em que uma mãe perdeu seus dois filhos mortos pelo ex-marido em Itumbiara, no sul de Goiás.

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A ação civil pública foi proposta pelo Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem) da DPE-GO. Segundo o órgão, após a morte dos dois filhos de Sarah AraújoMiguel, de 12 anos, e Benício, de 8 anos — assassinados pelo ex-marido Thales Machado, que posteriormente tirou a própria vida em um duplo homicídio seguido de suicídio, a repercussão na mídia extrapolou os fatos do crime e passou a expor e julgar a conduta pessoal da mãe.

De acordo com a defensoria, um vídeo em que Sarah aparece em momento íntimo (beijando um homem) foi divulgado por alguns veículos e amplificado nas redes sociais, desencadeando ataques, hostilizações e linchamento virtual contra a mulher em pleno luto, inclusive durante o velório, a ponto de ela ter tido de receber escolta policial para se proteger de agressões.

Na ação, a Defensoria sustenta que a divulgação e a permanência das reportagens que abordaram a conduta pessoal da mãe deslocaram o foco da brutalidade do crime para a vida íntima dela, configurando o que classifica como revitimização. O órgão pede R$ 1 milhão de indenização por danos morais coletivos, a retirada imediata das reportagens e conteúdos ofensivos, a publicação de nota de retratação pública e multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Além de Globo, CNN Brasil, Record e SBT, a ação civil pública foi dirigida também a outros veículos e redes de comunicação, incluindo portais nacionais e regionais como Metrópoles, G1, Rádio e Televisão Anhanguera, TV Serra Dourada e outros meios que publicaram conteúdo considerado ofensivo.

O processo tramita na 31ª Vara Cível de Goiânia e ainda aguarda julgamento, sem definição de prazo para sentença. Uma tentativa de liminar para a retirada imediata dos conteúdos foi negada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que entendeu ser necessário analisar com mais profundidade as questões jurídicas envolvidas.

A iniciativa destaca o debate atual sobre a responsabilidade dos veículos de comunicação na cobertura de temas sensíveis, especialmente envolvendo vítimas de crimes violentos, e sobre os limites entre o direito à informação e a proteção da privacidade e dignidade das pessoas envolvidas — sobretudo em situações de extrema vulnerabilidade e sofrimento.

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🔗 Fonte: BZNotícias/Bnews/Portal do Carpê/IstoÉ Independente/Bahia Notícias

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