Após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, o país enfrenta um cenário de insegurança e expectativa. Sofia Salazar, jovem de 21 anos natural da Venezuela, relatou ao Diário do Nordeste como tem sido a rotina no estado de Monagas, onde reside atualmente. Ela viveu seis anos em Fortaleza e retornou ao seu país com a família em 6 de dezembro de 2025 — menos de um mês antes dos recentes acontecimentos.
Mesmo estando distante dos bombardeios, concentrados em Caracas, a população de Monagas demonstra preocupação com possíveis desdobramentos da crise. “A única coisa assim que está acontecendo por aqui é que as pessoas estão saindo para comprar alimento, porque não sabemos se vai faltar, não sabemos o que possa acontecer nos próximos dias”, conta Sofia.
Ela relata que sua família já fez compras de alimentos e produtos de higiene, acompanhando o movimento geral nas ruas: “Muita gente saindo nas ruas para poder comprar também. No supermercado, as filas estão enormes, muita gente levando várias coisas, porque realmente estamos nos prevenindo”.
Há ainda temor em relação ao abastecimento de água e energia elétrica. Diante disso, moradores têm enchido baldes com água e carregado ao máximo aparelhos eletrônicos, antecipando-se a eventuais interrupções nos serviços essenciais. “A gente fica pensando que talvez possa haver queda de energia, talvez possa faltar água, então estamos nos prevenindo em relação a isso também”, destaca. Apesar da tensão, Sofia reforça que, por enquanto, a situação em sua região permanece calma: “Por aqui estão todos bem, tudo tranquilo e esperamos que continue assim”.
Fonte: DN
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