Piauiense que reside na Venezuela descreve bombardeios dos EUA como “algo horrível de se vivenciar”


Um médico natural de Luzilândia (PI), que reside em La Guaira, na Venezuela, descreveu momentos de pânico vividos durante os bombardeios ocorridos na madrugada deste sábado (03/01). Por volta das 2h, três fortes explosões abalaram sua residência — janelas e portas tremeram, e ele, junto com outros moradores, saiu às pressas para a rua, sem entender o que acontecia. “Era todo mundo desesperado, mulheres com crianças indo de um lado a outro”, contou, pedindo para não ser identificado.


Após uma breve pausa, novos ataques aéreos atingiram a região, intensificando o caos. Sem orientação oficial ou canais seguros de comunicação, a população ficou à mercê da incerteza, sem saber quais áreas estariam em risco ou para onde se dirigir. O clima de medo foi generalizado, com muitos temendo novas incursões a qualquer momento.


Os bombardeios cessaram por volta das 4h30, mas o impacto psicológico permaneceu. “Depois que acabou, ninguém mais conseguiu dormir. Todos estamos em estado de alerta”, relatou. Diante da situação, ele acolheu oito pessoas em sua casa, já que elas não tinham outro local seguro para se refugiar. Para ele, foi “algo horrível de se vivenciar”.


Ele ainda mencionou que, até o momento, a circulação de notícias é precária e muitos souberam, pela mídia internacional, da suposta ausência de um presidente no país. La Guaira, cidade portuária estratégica e polo de exportação, amanheceu praticamente deserta: comércios fechados, transporte público paralisado e moradores isolados em suas casas, temendo novos episódios.


Fonte: G1

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