Mãe anuncia ação judicial contra o município após acidente com pipa d’água e questiona mudança no atendimento de curativos no hospital


A mãe de Victor Hugo procurou o adm do MTNEWS 2026, para relatar a situação vivida por seu filho, que depende de cadeira de rodas e necessita de curativos frequentes em um ferimento grave no pé. Ela relatou que foi informada de que, a partir do dia seguinte, 19/01, o hospital do município (Hospital e Maternidade Francisquinha Farias Leitão), deixaria de realizar os curativos não apenas em seu filho, mas também em outros pacientes, determinando que todos passassem a procurar atendimento exclusivamente nos postos de saúde.


Segundo o relato, a decisão teria sido tomada após uma reunião realizada com representantes da gestão municipal, com a presença da primeira-dama, que, conforme a mãe, “já deu o ponto final”, não havendo mais possibilidade de continuidade dos curativos no hospital. A mãe afirma que contestou a medida, argumentando que o filho tem direito ao atendimento hospitalar, por se tratar de um ferimento complexo que exige acompanhamento médico e atuação de profissionais mais capacitados, como médicos e enfermeiros do hospital.

Ela relatou preocupação com a estrutura dos postos de saúde, afirmando que não há condições adequadas para a realização desse tipo de curativo. De acordo com seu depoimento, o procedimento exige limpeza profunda, materiais específicos e técnica apropriada, o que, segundo ela, não pode ser comparado a curativos simples realizados após pequenos cortes. A mãe demonstrou indignação ao imaginar um enfermeiro do posto tendo que “ajeitar o pé” do filho sem os recursos necessários.

Outro ponto destacado foi a dificuldade de locomoção. A mãe questiona como conseguirá levar o filho até o posto de saúde, empurrando a cadeira de rodas, e relata que, ao chegar, teme que ele fique aguardando atendimento sem prioridade e sem garantia de que haverá enfermeiro, material como gaze, medicamentos ou mesmo a realização do curativo. Ela afirmou que pretende ir pessoalmente ao posto, empurrando a cadeira de rodas do filho, para verificar se o atendimento será de fato realizado.

A mãe também exibiu imagens do estado do pé do filho e relatou que a lesão é de responsabilidade da Prefeitura. Segundo ela, o ferimento foi causado por uma pipa d’água que supostamente e vinculada a gestão municipal. Diante disso, declarou que, apesar de ainda não ter ingressado com ação judicial, considera que o município “teve sorte” por ela não ter aberto processo até o momento, mas que agora pretende fazê-lo.

No relato, a mãe afirmou que não busca conflito, mas que, diante da falta de solução, decidiu adotar medidas mais firmes. Ela declarou que irá acionar a Justiça e acompanhar o caso em todas as instâncias necessárias, seja no fórum ou em outros órgãos, até que o atendimento hospitalar seja garantido. Segundo ela, o objetivo do processo é responsabilizar exclusivamente o município (gestão) pelo ocorrido.

A mãe informou ainda que já procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência (B.O). Ela explicou que prestou depoimento e relatou os fatos às autoridades, incluindo a identificação do motorista que estaria conduzindo a pipa no momento do acidente. De acordo com ela, o nome foi citado, (mediante a investigação, o nome do mesmo ficará preservado perante lei), apontado como o condutor da pipa grande no momento exato do ocorrido. Outro motorista chegou a ser mencionado, mas foi descartado da investigação após comprovar que estava em casa e que sua pipa se encontrava em conserto.

Ela ressaltou que a investigação deverá apurar as responsabilidades, mas reforçou que sua intenção é processar o município (gestão), e não o motorista individualmente. Segundo a mãe, o que mais a revolta é a falta de apoio posterior, afirmando que não houve disponibilização de transporte, combustível ou qualquer auxílio para levar o filho ao hospital para a realização dos curativos.

Por fim, a mãe criticou a postura da administração municipal, afirmando que, enquanto há recursos para festas e eventos, não houve sensibilidade para garantir o atendimento adequado de uma criança em situação de vulnerabilidade. Ela destacou que o hospital citado atende não apenas o município, mas também uma ampla região, incluindo localidades como Várzea Alegre, Livramento, Boa Viagem e Águas Bela, reforçando que o local tem estrutura para realizar os curativos e deveria continuar prestando esse serviço ao seu filho e a outros pacientes que necessitam de cuidados semelhantes.

*Nota: A publicação da matéria e a foto enviada, esta permitida pela mãe de Victor Hugo.

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