A comoção provocada pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), após sofrer maus-tratos, inspirou uma homenagem artística no Cariri. O mural foi pintado na Avenida Perimetral, próximo à rodoviária de Crato, pelo artista visual Wanderson Petrova, com a colaboração de Deivison Braga Fernandes.
Orelha, que tinha aproximadamente 10 anos e era cuidado por moradores do bairro Praia Brava, faleceu após agressões brutais. O caso repercutiu em todo o país e está sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público. Quatro adolescentes são apontados como autores do ataque, enquanto três adultos foram indiciados por tentativa de obstrução da justiça.
Na obra, Wanderson representa o cão nos braços de São Francisco de Assis, santo católico reverenciado como protetor dos animais. Ao redor da imagem, está escrita a frase: “São Francisco interceda pela vida dos pequenos, dos esquecidos também”. Um detalhe simbólico destaca-se: a mão do santo que abraça Orelha tem seis dedos, alusão poética aos seis suspeitos envolvidos no caso.
Em suas redes sociais, Wanderson expressou indignação com a violência contra o animal e fez uma reflexão contundente: “Se os animais tivessem uma religião, a humanidade seria o diabo”. Em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri, ele explicou que a intenção foi transformar o número associado à crueldade em um gesto de acolhimento: “São seis indivíduos, seis suspeitos. Eu queria que esse número tivesse um acalento, uma forma poética. Por isso que a mão que abraça o Orelha tem seis dedos”.
Para o artista, o mural também é um ato de denúncia e luto simbólico. “Que o Orelha recebesse esse abraço de São Francisco, já que da humanidade ele não conseguiu”, afirmou.
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🔗 Fonte: opovocbncariri
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