Durante a 34ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal do municipio de Monsenhor Tabosa, nesta quinta-feira, 18/12 o vereador Salu Cavalcante fez uso da palavra para se manifestar sobre a situação envolvendo o campo de aviação do município e as discussões relacionadas às comunidades indígenas. Em sua fala inicial, dirigiu-se ao presidente da Casa, aos colegas parlamentares, autoridades presentes e às comunidades indígenas das aldeias Jucás e Girita, afirmando que seu pronunciamento seria pautado pela tranquilidade e pelo respeito.
O vereador Salu Cavalcante declarou que tomou conhecimento de notas públicas que o acusavam de incitar discurso de ódio contra os povos indígenas, o que, segundo ele, não corresponde à verdade. Afirmou que jamais promoveu ou apoiou qualquer tipo de preconceito e que sempre defendeu ações corretas dos povos indígenas, desde que estejam em conformidade com a lei. Ressaltou que sua atuação política sempre esteve alinhada ao respeito às comunidades indígenas e lembrou que votou favoravelmente a projetos importantes, como a lei que reconhece a língua Tupi e a que instituiu o Dia dos Povos Indígenas no município.
Em sua manifestação, Salu Cavalcante destacou ainda sua participação e apoio em conquistas relacionadas à educação indígena, citando a implantação de escolas e a regularização de instituições de ensino indígena, reforçando que sempre colaborou, dentro de suas possibilidades, com demandas apresentadas pelas comunidades. Segundo ele, essas ações demonstram que não há, de sua parte, qualquer postura contrária aos povos indígenas.
Ao tratar especificamente do campo de aviação, o vereador afirmou que se trata de uma área urbana e pública pertencente ao município de Monsenhor Tabosa. Contestou a afirmação de que o local estaria abandonado, mencionando ações de limpeza realizadas anteriormente pela gestão municipal, com acompanhamento do secretário Tony Ferreira. Para Salu Cavalcante, a ocupação de um bem público deve ser analisada sob a ótica legal, destacando que sua posição é baseada na defesa do patrimônio público e no cumprimento da legislação.
Salu Cavalcante ressaltou que compreende a luta das comunidades envolvidas e afirmou que respeita o direito de reivindicação, desde que os meios utilizados estejam dentro da legalidade. Declarou que, caso a Justiça reconheça o direito da ocupação, será o primeiro a reconhecer e respeitar a decisão, assim como fará caso o entendimento judicial seja contrário, reafirmando que sua postura será sempre de acatar o que for decidido judicialmente.
Encerrando sua fala, o vereador Salu Cavalcante afirmou que continuará defendendo aquilo em que acredita, sem recuar de suas convicções, reforçando que sua atuação como parlamentar é pautada pela lei e pelo que considera correto para o município. Destacou que não se deixa intimidar por críticas e que seguirá exercendo seu mandato com independência, reiterando que o campo de aviação, em sua avaliação, deve permanecer como patrimônio público municipal até decisão definitiva da Justiça.
Redação
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