Na manhã desta sexta-feira, 31/12, o cearense João Brito, de 74 anos e morador da Praia de Iracema, em Fortaleza, correu pela 25ª vez a tradicional corrida de São Silvestre, em São Paulo — um percurso de 15 km que atravessa pontos emblemáticos da capital paulista, como a Avenida Paulista, o Estádio do Pacaembu e o Teatro Municipal.
Nesta edição centenária, considerada histórica pela organização, cerca de 55 mil atletas de 44 países estiveram inscritos, número recorde para a prova. João, que é da reserva da Polícia Militar e tem quatro filhos e seis netos, afirmou ao Diário do Nordeste, momentos antes da largada, que sua meta era concluir o trajeto em 1 hora e 20 minutos — bem acima do tempo do campeão masculino em 2024 (44 minutos e 22 segundos), mas coerente com sua trajetória como corredor amador.
Ele começou a correr em 2000, após deixar o futebol e o hábito de beber, motivado por preocupações com a saúde e pelo incentivo de um grupo de amigos. Desde então, não parou mais. Seu melhor tempo na São Silvestre foi registrado em 2005: 1 hora e 4 minutos. Com o avanço da idade, ele reconhece que reduziu o ritmo, mas mantém a disciplina: corre diariamente em locais como a Beira-Mar e o Parque do Cocó, em Fortaleza. Sua esposa, de 62 anos, já o acompanhou em algumas provas.
Além da São Silvestre, João já participou de outras corridas expressivas, como a Meia Maratona do Rio de Janeiro e a Maratona Internacional de Foz do Iguaçu. Ele também é fundador de um grupo de corredores da Praia de Iracema, criado há seis anos e que busca incentivar a prática esportiva e a participação em eventos em diferentes cidades — inclusive com presença coletiva nesta edição da São Silvestre.
Ele aponta o trecho da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, próximo à Praça Pérola Byington — por volta do quilômetro 13 — como o ponto mais desafiador da prova, devido à subida prolongada após já ter percorrido grande parte do percurso.
Criada pelo jornalista Cásper Líbero em 1925, a São Silvestre só deixou de ser realizada em 2020, em razão da pandemia. Ao longo das décadas, seu percurso evoluiu de 6,2 km para os atuais 15 km, padronizados a partir de 1991. A participação feminina foi autorizada em 1975, quando as mulheres eram apenas 6% do total; agora, representam 47% dos inscritos. Nos últimos 17 anos, a vitória entre os homens coube majoritariamente a atletas do Quênia (10 vezes) e da Etiópia (6 vezes), com o brasileiro Marílson Gomes dos Santos sendo o último campeão nacional, em 2010.
Fonte: DN
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