Hugo Motta e Centrão articulam mudança no sistema eleitoral com transição em 2030 e voto distrital misto em 2034


💬 Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, e lideranças do Centrão articulam uma reforma eleitoral que poderá mudar a eleição de deputados federais, estaduais e vereadores. A intenção é discutir e votar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda em 2026, antes da posse dos novos parlamentares, em fevereiro de 2027.


A proposta prevê a adoção do chamado “distritão” em 2030 e do voto distrital misto a partir de 2034. No distritão, os candidatos mais votados individualmente em cada estado conquistariam as vagas, sem a atual distribuição proporcional baseada no desempenho dos partidos.


No modelo distrital misto, metade das cadeiras seria ocupada por representantes eleitos nos distritos e a outra metade por meio da votação nos partidos e de listas partidárias. O eleitor teria dois votos: um para candidato do distrito e outro para uma legenda.

Ainda precisam ser definidos os critérios de divisão dos distritos e a organização das listas, decisões que podem influenciar a representação política e a escolha dos candidatos pelas direções partidárias.

A articulação ganhou força após as eleições de 2026, com o crescimento da bancada do PL e a perda de espaço de partidos do Centrão. Um dos argumentos favoráveis é reduzir o efeito dos chamados “puxadores de votos”.

A mudança ainda depende da elaboração do texto e da aprovação do Congresso. Hugo Motta pretende ampliar o diálogo com PT, PCdoB, PV, PSOL, PL e Novo. A discussão envolve a transparência na divisão dos distritos, a influência dos partidos e os possíveis impactos sobre a diversidade de representação.

🔗 Fontes: Câmara dos Deputados / CNN Brasil / Folha de S.Paulo / Congresso em Foco / InfoMoney / Bahia Notícias

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