R$ 6,6 milhões para Dilma e nada para as famílias das 700 mil vítimas da Covid: quem paga o preço do abandono?


💬 O governo federal publicou uma portaria que prevê R$ 6.616.492,19 em valores retroativos e uma reparação mensal de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Enquanto isso, as famílias de aproximadamente 700 mil brasileiros mortos pela Covid-19 continuam sem uma indenização federal geral pela perda de seus entes queridos.


A diferença é difícil de ignorar. Para Dilma, milhões de reais em reparação e um pagamento mensal permanente. Para milhares de famílias que perderam pais, mães, filhos e companheiros durante a pandemia, não existe um programa federal que garanta compensação financeira pela morte de seus familiares.

O Brasil enfrentou uma das maiores tragédias sanitárias de sua história. Famílias perderam seus provedores, crianças ficaram órfãs, trabalhadores morreram e muitas pessoas enfrentaram dificuldades financeiras enquanto tentavam lidar com o luto. Apesar da dimensão dessa tragédia, não foi criada uma política nacional de indenização que contemplasse, de maneira geral, os familiares das vítimas.

A situação levanta uma cobrança direta ao poder público: por que o Estado consegue estabelecer reparações milionárias em determinados casos, mas não oferece uma resposta abrangente às famílias que perderam seus entes queridos durante a pandemia?

O dinheiro público exige transparência, e a população tem o direito de questionar quais reparações são concedidas, quais critérios são utilizados e quais grupos permanecem sem assistência. As famílias das vítimas da Covid-19 também merecem atenção, reconhecimento e respostas concretas.

Não se trata de apagar a história nem de ignorar o sofrimento de uma pessoa. Trata-se de perguntar por que a dor de tantas famílias não resultou em uma política pública de compensação. Para quem perdeu alguém durante a pandemia, o luto não terminou com a queda dos números oficiais, e a ausência de uma resposta geral do Estado continua sendo motivo de indignação.

🔗 Fontes: UOL / CNN Brasil / Folha de S.Paulo / Defensoria Pública da União (DPU) / Diário Oficial da União

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