💬 A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não favoreceu publicações relacionadas a nenhum dos candidatos à Presidência da República. A manifestação foi encaminhada à Corte na segunda-feira (19/10), em resposta às cobranças da Justiça Eleitoral sobre a igualdade de tratamento entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
No documento, a empresa declarou que os conteúdos das duas candidaturas recebem tratamento igualitário e apresentou uma nota técnica para explicar os mecanismos utilizados para assegurar a isonomia. A manifestação ocorreu após o ministro Marco Aurélio Bellizze determinar que a plataforma comprovasse o cumprimento das medidas estabelecidas pelo tribunal.
A decisão atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, ligada à campanha de Lula, que denunciou possíveis restrições à distribuição de conteúdos favoráveis ao petista e suposto favorecimento ao adversário. Inicialmente, a multa por descumprimento era de R$ 500 mil por dia, mas o ministro elevou a penalidade para R$ 1 milhão após estabelecer novo prazo de 24 horas.
A controvérsia ganhou força após reportagens da Folha de S.Paulo revelarem mensagens internas de funcionários da Meta sobre problemas que prejudicaram o impulsionamento de publicações de Lula no Instagram e a recomendação de conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro. A empresa atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou interferência deliberada no processo eleitoral.
Outro ponto de discussão envolve a moderação de conteúdo nas plataformas. Usuários também relatam situações de comentários removidos, ocultados ou com visibilidade reduzida. Essas experiências alimentam questionamentos sobre a transparência dos sistemas de moderação, embora os relatos individuais não comprovem, por si só, favorecimento eleitoral ou uma política de censura direcionada a determinada candidatura.
Em relação à inteligência artificial, a Meta informou ter adotado medidas adicionais após reclamações de que a ferramenta permitia determinados pedidos de geração de imagens envolvendo Flávio, mas recusava solicitações semelhantes relacionadas a Lula. Entre as providências anunciadas está a restrição de comandos que utilizem apenas os prenomes dos candidatos.
A empresa também solicitou uma reunião de urgência com o ministro Bellizze para prestar esclarecimentos técnicos sobre o caso.
Mesmo negando favorecimento, a Meta está sob pressão da Justiça Eleitoral e de organizações da sociedade civil, que cobram transparência sobre o funcionamento dos algoritmos e os critérios de distribuição de conteúdo. O caso mantém em evidência uma questão central: como garantir regras iguais para os candidatos e permitir que usuários compreendam por que suas publicações ou comentários são restringidos nas redes sociais.
🔗 Fontes: Agência Brasil / Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / Folha de S.Paulo / UOL / Reuters
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