Lula foi acusado de descumprir promessa e não apresentou documentos esperados pela campanha de Flávio Bolsonaro no TSE


💬 A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não apresentar os documentos esperados para viabilizar a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (22/10) pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, escolhido pela equipe de Flávio para analisar o material.

Segundo reportagem do portal Cláudio Dantas, representantes de Lula compareceram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, de acordo com Dallagnol, apresentaram um novo termo de compromisso, sem entregar toda a documentação que a campanha adversária esperava receber.

“Mais uma vez Lula frustrou e descumpriu sua promessa. Lula não entregou documentos”, declarou Dallagnol, criticando a condução do processo. A acusação, contudo, representa a versão da campanha de Flávio sobre o conteúdo apresentado ao tribunal.

A disputa começou após Lula propor, durante debate da TV Band, em 18 de outubro, que os dois candidatos autorizassem a abertura de seus sigilos. Em seguida, o presidente protocolou uma autorização condicionada à adoção de medida equivalente por Flávio Bolsonaro.

No dia 21, a campanha do senador apresentou 19 exigências adicionais, incluindo informações sobre familiares de Lula, o Instituto Lula, o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e registros relacionados a despesas públicas e visitas a órgãos federais.

A campanha petista informou que aceitou as condições e levou documentos ao TSE nesta quinta-feira. Entretanto, a equipe de Flávio afirmou que pretende analisar o material antes de apresentar os próprios dados. A advogada Maria Claudia Bucchianeri declarou que a entrega dependerá da verificação dos documentos atribuídos a Lula.

O impasse mantém a transparência dos candidatos no centro da disputa eleitoral. Até o momento, as acusações sobre descumprimento devem ser atribuídas à campanha de Flávio, enquanto a efetiva abertura dos sigilos depende da conferência dos documentos e dos procedimentos judiciais necessários.

🔗 Fontes: VEJA / CNN Brasil / UOL / Tribunal Superior Eleitoral

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