Falta de ônibus, longas esperas e problemas no transporte marcaram votação de 2026; número de eleitores prejudicados ainda é desconhecido


💬 O segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25/10), foi marcado por denúncias de falta de ônibus, redução de frotas, longas esperas e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões do Brasil. As ocorrências levantaram dúvidas sobre quantos eleitores podem ter deixado de votar por não conseguirem chegar às seções eleitorais.


Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o Ministério da Justiça identificou falhas no transporte público em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba. Também houve relatos de problemas em terminais rodoviários e no transporte por embarcações.

Em Salvador, uma fiscalização do Procon-BA encontrou 908 ônibus parados em nove garagens. Diante das denúncias de redução da frota, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento do serviço.

Na capital paulista, eleitores relataram esperas superiores a uma hora, chegando a mais de duas horas em algumas linhas. Em João Pessoa, pessoas que tentavam viajar para municípios do interior enfrentaram dificuldades, e alguns eleitores teriam desistido após horas de espera.

Diante dos problemas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a ampliação do horário de votação para permitir que os eleitores prejudicados exercessem seu direito. A Justiça Eleitoral determinou a extensão do período de votação em duas horas em todo o país.

Também foram relatadas interrupções no fornecimento de energia, levantando preocupações sobre o funcionamento de locais de votação. Entretanto, ainda não há dados consolidados sobre o alcance dessas ocorrências.

Até o momento, não existe um levantamento que informe quantos eleitores deixaram efetivamente de votar por causa da falta de ônibus, da demora no transporte, de embarcações que não circularam ou de cortes de energia. Também não é possível calcular quantos votos cada candidato poderia ter recebido se todos tivessem conseguido chegar às urnas.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias das falhas, as responsabilidades envolvidas e o impacto sobre o comparecimento eleitoral. A quantidade de pessoas efetivamente impedidas de votar depende de dados oficiais e investigações.

🔗 Fontes: Folha de S.Paulo / Agência Brasil / Exame / Ministério da Justiça / Justiça Eleitoral

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