💬 A taxa de desemprego brasileira caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice para o período desde 2012, segundo o IBGE. O resultado é positivo, mas precisa ser analisado também pela qualidade das ocupações, pela informalidade e pelas dificuldades enfrentadas por milhões de trabalhadores.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, recorde da série histórica, enquanto o número de desempregados caiu para 5,6 milhões. Entretanto, nem todas essas vagas representam empregos com carteira assinada, estabilidade ou proteção trabalhista.
Um dos principais pontos de atenção é a informalidade. Segundo a PNAD Contínua, 37,5% dos trabalhadores ocupados estavam na informalidade, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. São brasileiros que, em muitos casos, trabalham sem garantias como FGTS, férias remuneradas e contribuição previdenciária regular.
Outro dado merece atenção: a população subutilizada chegou a 14,8 milhões de pessoas, com taxa de 13%. Esse grupo inclui desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estão disponíveis ou não procuraram emprego.
Além disso, 4,3 milhões de brasileiros estavam subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. Esse contingente cresceu 5,2% em relação ao trimestre anterior. O número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar trabalho, também aumentou 7,5% no trimestre, chegando a 2,5 milhões.
O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.790, com crescimento de 3,6% em um ano, mas permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior.
Portanto, a queda do desemprego é um avanço que precisa ser reconhecido, mas não significa que o mercado de trabalho esteja livre de problemas. A quantidade de pessoas ocupadas é importante, porém a qualidade dos empregos, a renda e a segurança trabalhista também precisam entrar nessa avaliação.
🔗 Fontes: IBGE / Agência Brasil / Agência Gov / Exame / UOL / SBT News
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