Delegada do Pará foi presa suspeita de repassar informações sigilosas a poder paralelo e proteger integrantes do poder paralelo


A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa em Brasília nesta quinta-feira (15/10), durante a Operação Sinalagma, que investiga a suspeita de colaboração de agentes públicos com poder paralelo. Segundo as investigações, ela teria repassado informações sigilosas e oferecido proteção institucional a integrantes da organização criminosa.

A apuração aponta que a delegada mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do poder paralelo na região de Muro Alto, em Ipojuca, Pernambuco. A investigação também levanta a suspeita de que Maria Virgínia teria recebido R$ 50 mil em troca de informações restritas e de favorecimento a integrantes do poder paralelo. As suspeitas ainda dependem da apuração das autoridades.

A investigação começou em janeiro de 2025 e avançou após a prisão de Renato Henrique. Segundo os relatos publicados, a análise de dados do celular apreendido com ele, autorizada judicialmente, ajudou os investigadores a identificar possíveis colaboradores e a apurar a ligação com a delegada.

A Operação Sinalagma investiga, além do possível repasse de informações, suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, corrupção e violação de sigilo funcional. Os investigadores apuram se documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros teriam sido utilizados para movimentar recursos e esconder sua origem. Relatórios financeiros citados nas reportagens apontam movimentações de aproximadamente R$ 14,95 milhões entre os investigados.

A operação foi conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio das Polícias Civis do Pará e de São Paulo, além da participação de órgãos de inteligência e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos). Foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas para bloqueio de ativos financeiros e sequestro de bens. Em Belém, houve buscas na residência da delegada e no gabinete que ela ocupava na Polícia Civil do Pará.

A delegada é investigada por possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa. Até as informações divulgadas pelas fontes consultadas, não havia manifestação da defesa localizada pelas reportagens. A investigação segue sob responsabilidade das autoridades competentes, e as suspeitas não equivalem a uma condenação judicial.

🔗 Fontes: CNN Brasil / UOL Notícias / Rádio Itatiaia / Diário do Pará / Portal SGC

📝 Redação

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