Ciro Gomes relatou trajetória até candidatura ao Governo do Ceará e articulação com novas lideranças


O candidato a governador do Ceará, Ciro Gomes, participou nesta quinta-feira, 1º de outubro, de entrevista na Rádio Asa Branca FM 99,5, no programa Jornal Asa Branca, em Boa Viagem. Durante a entrevista, ele explicou os motivos que, segundo ele, o levaram a disputar novamente uma eleição e relatou momentos pessoais e políticos vividos após a eleição de 2022.


Ciro afirmou que algumas pessoas próximas consideraram sua decisão uma “loucura”, mas disse que, para ele, a candidatura representa um sentimento de responsabilidade, dever e gratidão. Ele lembrou que foi candidato à Presidência da República quatro vezes e que se preparou para ocupar o cargo, afirmando também que nunca desonrou o Ceará e que nunca foi acusado, segundo seu relato, de irregularidades.


O candidato contou que, após as derrotas eleitorais, costumava retornar ao Ceará com a sensação de ter saído respeitado e destacava que havia recebido votos de pessoas que o conheciam. Segundo Ciro, venceu no Ceará em três das quatro eleições presidenciais das quais participou.


Ao falar sobre 2022, Ciro relatou que sofreu uma grande amargura com o resultado daquela eleição. Ele mencionou a “traição” e a “ingratidão” que, segundo sua percepção, marcaram aquele período e afirmou que sofreu uma derrota que considerou humilhante, inclusive em Sobral, sua cidade de origem.


Ciro disse que passou a refletir sobre o resultado e afirmou que não atribuía a responsabilidade ao eleitor. Segundo ele, passou a considerar que poderia haver algo errado em sua própria trajetória. O candidato relatou que entrou em um período de depressão, tristeza e amargura e que, pela primeira vez, procurou ajuda psicológica.

Ele afirmou que tinha vergonha de falar sobre o assunto, mas posteriormente passou a considerar importante relatar sua experiência para incentivar outras pessoas que estejam enfrentando situações semelhantes a procurar ajuda antes de tomar decisões graves. Ciro também destacou o apoio recebido de sua esposa, Gisele, durante aquele período.

O candidato contou ainda que chegou a pensar em encerrar sua trajetória política e buscar outras formas de felicidade. Entre os motivos citados, mencionou o filho de dez anos, que, segundo ele, representa uma grande alegria em sua vida.

Ciro relatou que, apesar desse período, manteve encontros semanais com Tasso Jereissati. Segundo ele, os dois passaram a conversar sobre problemas que chegavam até eles, incluindo denúncias de cobrança de percentuais para realização de obras, casos de violência, ações de poderes paralelos e expulsão de famílias.

De acordo com Ciro, essas conversas fizeram com que ele e Tasso Jereissati demonstrassem preocupação com a situação do Ceará. Ele citou problemas relacionados ao turismo e às indústrias e afirmou que os dois passaram a discutir a necessidade de fazer alguma coisa pelo Estado.

Segundo Ciro, em determinado momento, Tasso Jereissati propôs que eles reunissem novas lideranças políticas que estavam atuando separadamente. Entre os nomes citados por Ciro estão Capitão Wagner, Roberto Cláudio e André Fernandes.

A ideia, conforme o relato do candidato, era reunir essas lideranças para discutir as diferenças políticas, buscar pontos de convergência e concentrar a atenção nas necessidades e urgências do Ceará.

Ciro afirmou que, após as articulações, o grupo chegou a uma organização considerada por eles adequada e que os quatro nomes envolvidos na iniciativa passaram a defender que ele fosse o candidato ao Governo do Ceará.

Ao concluir o relato, Ciro afirmou estar feliz e empolgado com a candidatura e declarou que pretende enfrentar a disputa com o objetivo que definiu como “libertar o Ceará”.

🔗 Fonte: Jornal Asa Branca

📝 Redação

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