O brasileiro Fabrício da Silva Duarte, de 25 anos, natural de Olivença, no Sertão de Alagoas, morreu no sábado, 10/10, durante uma missão na guerra entre Rússia e Ucrânia. A morte foi comunicada à família, que agora busca apoio para recuperar o corpo e realizar o sepultamento em sua cidade natal.
Fabrício estava na Ucrânia desde julho de 2025 e atuava como combatente estrangeiro ao lado das forças ucranianas. Segundo reportagens publicadas por veículos de comunicação de Alagoas, o jovem tinha o sonho de seguir carreira militar e chegou a realizar uma prova para ingressar no Exército Brasileiro, mas precisou se mudar para São Paulo para trabalhar.
De acordo com relatos de familiares, Fabrício conheceu, por meio de amigos, uma possibilidade de alistamento para atuar na guerra. A promessa de remuneração também teria contribuído para sua decisão de viajar à Europa. Antes de seguir para o combate, ele teria realizado treinamento militar na França.
MORTE TERIA OCORRIDO DURANTE UMA EMBOSCADA
Segundo informações repassadas por companheiros de combate aos familiares, Fabrício teria sido surpreendido por soldados russos durante uma emboscada em uma região no sul da Ucrânia. Os relatos indicam que ele foi atingido durante o confronto e teria sofrido ferimentos provocados por uma mina terrestre. As circunstâncias exatas da morte ainda dependem de confirmação oficial independente.
A mãe do jovem, Waldynha Sonny Silva, publicou um vídeo nas redes sociais em 11 de outubro, no qual confirmou a morte do filho e pediu ajuda para conseguir trazer o corpo ao Brasil. Segundo ela, aquela seria a última missão de Fabrício antes de retornar para casa.
A família afirma enfrentar dificuldades financeiras e obstáculos logísticos para realizar o traslado internacional. Uma das irmãs entrou em contato com a Embaixada da Ucrânia em busca de orientações, mas, conforme os relatos divulgados, ainda não havia confirmação sobre a possibilidade de recuperar o corpo e transportá-lo para Alagoas.
FAMÍLIA PEDE APOIO PARA O SEPULTAMENTO
A mãe e os demais familiares buscam orientação das autoridades brasileiras, especialmente do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), para esclarecer os procedimentos necessários à recuperação e à repatriação do corpo.
A localização em uma área de conflito representa uma dificuldade adicional, pois as condições de segurança podem impedir o acesso ao local. A família também não dispõe dos recursos necessários para custear as despesas do transporte internacional.
O caso de Fabrício volta a chamar atenção para a participação de brasileiros em conflitos armados no exterior e para as dificuldades enfrentadas pelas famílias quando combatentes morrem longe de casa.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia confirmação oficial sobre a data de recuperação do corpo nem sobre quando ele poderá ser levado de volta ao Brasil.
🔗 Fontes:GazetaWeb / Alagoas na Net / Portal Alagoas NTTV / Metrópoles / TNH1 / BR104 / AlagoasWeb
📝 Redação
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