Prefeitura lança campanha contra poluição sonora, mas crítica aponta falta de coerência na fiscalização


Na sexta-feira, 25/09, a Prefeitura de Monsenhor Tabosa publicou em sua conta oficial no Instagram a campanha “Som na Medida. Respeito para Todos.”, uma ação de conscientização contra a poluição sonora e de orientação sobre o uso responsável de equipamentos de som.


A iniciativa busca chamar a atenção da população para os impactos causados pelo excesso de ruído e para a importância de respeitar os limites sonoros, contribuindo para uma convivência mais adequada entre os moradores.


No entanto, a publicação também abre espaço para uma crítica em relação à própria atuação da gestão municipal. Nos meses anteriores, em eventos promovidos pela gestão e também em atividades que não faziam parte diretamente da programação da Prefeitura, foram registrados lançamentos e queimas de fogos de artifício.

O ponto central da crítica é que existe legislação municipal, assinada e decretada pelo próprio gestor, que proíbe o lançamento e a utilização de fogos de artifício e artefatos explosivos com estampido. Mesmo com a existência da norma, houve episódios de utilização desses artefatos no município.

Os estampidos provocados pelos fogos podem causar impactos especialmente em crianças autistas, animais domésticos e animais em situação de rua, como cães e gatos, além de pessoas idosas, incluindo aquelas com hipertensão e doenças cardiovasculares.

Outro ponto que também merece atenção são as passeatas de caráter político realizadas por diferentes grupos do mesmo núcleo político. Durante alguns desses eventos, motocicletas produzem ruídos elevados, situação que pode causar desconforto para crianças autistas, animais e pessoas idosas, entre outros moradores.

A crítica, portanto, não é direcionada à campanha de conscientização em si, mas à necessidade de coerência entre o discurso apresentado pela gestão e a fiscalização das situações que ocorrem no município.

Se a orientação é “Som na Medida. Respeito para Todos.”, cabe também à própria gestão demonstrar esse princípio na realização e no acompanhamento de eventos, garantindo que as normas municipais sejam cumpridas e que a fiscalização atue de maneira efetiva.

A questão que permanece é justamente sobre a eficácia da fiscalização e do controle diante dos episódios de excesso de ruído e da utilização de fogos com estampido, considerando que já existe uma legislação municipal sobre o assunto.

A campanha pode contribuir para conscientizar a população, mas o respeito aos limites sonoros precisa ser aplicado de forma ampla, inclusive nos eventos promovidos ou apoiados pelo poder público e nas atividades políticas realizadas no município.

📝 Redação

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