Um estudo brasileiro conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que a PrEP injetável com cabotegravir apresentou maior cobertura preventiva e menor incidência de novas infecções pelo HIV em comparação com a PrEP oral entre participantes acompanhados na rede pública de saúde. Os resultados foram publicados em 24 de setembro de 2026 na revista científica The Lancet HIV.
A pesquisa acompanhou 1.447 usuários do SUS em seis cidades: Campinas, Florianópolis, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Entre os participantes, 1.201 escolheram a versão injetável e 246 optaram pela PrEP oral.
Os participantes que utilizaram o cabotegravir ficaram protegidos durante cerca de 91% do período de acompanhamento, enquanto a proteção registrada entre os usuários da versão oral foi de aproximadamente 47%. O estudo também registrou menor incidência de HIV entre aqueles que utilizaram a formulação injetável.
O cabotegravir é aplicado inicialmente com intervalo de um mês entre as primeiras doses e, posteriormente, a cada dois meses. A modalidade reduz a necessidade de lembrar diariamente do comprimido, mas exige que o usuário retorne regularmente ao serviço de saúde para receber as aplicações.
Segundo a pesquisadora principal, Beatriz Grinsztejn, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), os resultados não significam que a PrEP injetável seja necessariamente superior em todos os aspectos, mas mostram que ampliar as opções de prevenção pode contribuir para a proteção contra o HIV.
O cabotegravir recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec, e o Ministério da Saúde avalia sua incorporação ao SUS. A PrEP oral continua disponível na rede pública.
🔗 Fontes: Fiocruz / The Lancet HIV / Folhapress / Ministério da Saúde / Conitec
📝 Redação
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