A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ganhou uma nova informação nesta segunda-feira (21/09). Segundo o irmão da jovem, Rafael Magalhães, a família descobriu que Isabelle estava grávida quando morreu. A informação foi revelada em entrevista ao programa O POVO no Rádio, após a família ter acesso a dados do celular da estudante.
Rafael afirmou que a família ainda não sabe há quantas semanas Isabelle estava grávida nem quando ela teria descoberto a gestação. Segundo ele, a confirmação surgiu a partir de informações encontradas no aparelho celular da jovem, que está sendo analisado pela Polícia Civil.
Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, onde morava com o namorado, João Munhoz Neto, de 33 anos. A morte ocorreu por volta das 20h40. A dinâmica do que aconteceu ainda não foi oficialmente esclarecida pela investigação.
Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), o corpo apresentava politraumatismos e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados até o momento não identificaram substâncias de interesse toxicológico. Os resultados, porém, não determinaram como ocorreu a morte.
A Polícia Civil continua analisando as imagens das câmeras de segurança, além de depoimentos, vestígios coletados no condomínio e informações de aparelhos eletrônicos. Até o momento, quatro pessoas prestaram depoimento e outras quatro oitivas estavam agendadas.
No domingo (20), a Pefoce voltou ao condomínio para realizar perícias complementares no apartamento e nas áreas comuns. Também houve nova coleta de vestígios de DNA e produção de imagens do local com auxílio de drone.
Ainda no domingo, a Polícia Civil localizou a mãe de João Munhoz, na praia do Cumbuco, em Caucaia. Um celular e um tablet foram apreendidos e deverão passar por perícia. O namorado de Isabelle também é procurado para prestar esclarecimentos. Segundo as informações divulgadas pela Segurança Pública, ele não é oficialmente apontado como suspeito até o momento.
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, também relatou publicamente preocupações que tinha em relação ao relacionamento da filha. Ela afirmou ter percebido comportamentos que considerava controladores e contou que chegou a alertar Isabelle sobre a relação. Essas declarações fazem parte do relato da família e não representam, até o momento, uma conclusão da Polícia Civil sobre as circunstâncias da morte.
Segundo Isorlanda, uma das últimas mensagens enviadas por Isabelle foi “Mãe, eu te amo”, por volta das 19h do dia 13. Depois disso, a estudante deixou de responder às mensagens da mãe. No dia seguinte, Isorlanda foi ao condomínio e recebeu a informação de que a filha havia morrido.
A informação sobre a gravidez acrescenta um novo elemento ao caso, mas não há, até o momento, informação oficial que estabeleça qualquer relação entre a gestação e a morte de Isabelle. A Polícia Civil e a Pefoce continuam reunindo e analisando os elementos necessários para esclarecer a dinâmica do ocorrido.
🔗 Fontes: O POVO / UOL / GCMais / Diário do Nordeste / Polícia Civil do Ceará (PCCE) / Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) / SSPDS-CE / Hugo Gloss
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