Polícia Federal instaura inquérito para investigar trend que incita violência contra mulheres


A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito, por meio da Diretoria de Crimes Cibernéticos, para investigar usuários que divulgaram nas redes sociais vídeos fazendo apologia à violência contra a vida e a integridade física das mulheres. A ação ocorreu após a tendência conhecida como “treinando caso ela diga não” ganhar repercussão, na qual homens simulam agressões físicas como resposta a uma negativa feminina em contextos de relacionamento. Além da abertura do procedimento investigativo, a corporação determinou a derrubada dos perfis responsáveis pela publicação de conteúdos misóginos.

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A medida foi tomada depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou, no último domingo (08/03), uma notícia-crime solicitando a apuração dos fatos. Em nota, a PF confirmou que o procedimento teve início mediante denúncia sobre publicações associadas a essa tendência que incentiva práticas violentas. Simultaneamente, diversas influenciadoras digitais, especialmente na plataforma TikTok, manifestaram-se publicamente contra a "trend", exigindo a atuação das autoridades para coibir a normalização da agressão contra mulheres.


O contexto dessa investigação é marcado por um aumento alarmante nos índices de violência letal contra mulheres no país. Dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), apontam que, apenas em 2025, foram registradas 6,9 mil vítimas entre casos consumados e tentados de feminicídio. Esse número representa um crescimento de 34% em comparação ao ano anterior, reforçando a urgência de ações enérgicas contra discursos que banalizam ou estimulam a violência de gênero.

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🔗 Fonte: Metropoles

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