PF aponta rede de corrupção liderada por Júnior Mano para eleger prefeitos e desviar recursos no Ceará


O relatório final das investigações da Polícia Federal (PF), encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, aponta o deputado federal Júnior Mano (PSB) e o ex-prefeito foragido de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), como líderes centrais de um vasto esquema de desvio de emendas parlamentares. Segundo o documento, a organização criminosa utilizava recursos públicos para financiar campanhas eleitorais, capturar gestões municipais e promover enriquecimento ilícito, atuando com capilaridade em dezenas de cidades cearenses, com epicentro em Canindé e Choró, e extensão a municípios como Morada Nova, Monsenhor Tabosa e Nova Russas, base política do deputado.


A investigação detalha que o grupo operava mediante a negociação de emendas com retorno de propina entre 12% e 15% e fraudes sistemáticas em licitações, utilizando empresas controladas por aliados, como MK Empreendimentos, AM Transportes e Cariri Edificações, para simular concorrências e desviar verbas através de notas fiscais frias e medições falsas de obras. O esquema contava com uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro envolvendo "laranjas" e empresas de fachada, cujos recursos eram reinvestidos na compra direta de votos, com valores entre R$ 200 e R$ 500, e no suborno de radialistas e jornalistas para controlar a narrativa pública e atacar adversários políticos.

🔗 Siga o grupo do MTNEWS2026 no WhatsApp

Diversos indivíduos foram indiciados por suas funções específicas na organização: Bebeto Queiroz é identificado como o "núcleo irradiador" com controle final sobre os recursos; Cleidiane de Queiroz Pereira, irmã dele, atuava na gestão operacional e planilhas de caixa dois; Maurício Gomes Coelho e Carlos Douglas Almeida Leandro operavam a movimentação financeira e fraudes contratuais; enquanto Iago Viana Nascimento e Iago Mariano Pedrosa Santana sustentavam o grupo financeiramente e gerenciavam pagamentos a comunicadores. O assessor parlamentar Adriano Almeida Bezerra também foi indiciado por atuar como intermediador institucional, exercendo pressão sobre servidores da Caixa Econômica Federal para facilitar a liberação de verbas.


Em resposta às acusações, a defesa de Júnior Mano classificou as conclusões da PF como "exageradas, genéricas e sem provas", argumentando que o deputado não é ordenador de despesas nem participa de licitações, e criticou o vazamento seletivo de informações sigilosas em período eleitoral. A advocacia de Bebeto Queiroz informou que todas as manifestações serão feitas exclusivamente nos autos dos processos. Apesar das negativas, o relatório policial descreve um monitoramento rigoroso do esquema através de planilhas que mapeavam o controle político sobre 71 municípios, visando garantir um sólido "recall de votos" para Júnior Mano em pleitos futuros.

➡️ Leia mais no mtnews2026.blogspot.com

🔗 Fonte: DN

📱  Siga o @mtnews2026_  

Postagem Anterior Próxima Postagem