Joyce Vasconcelos critica tumulto em sessão da Câmara anterior, e diz que episódio foi “vergonhoso” para a educação


Durante sessão extraordinária da Câmara Municipal do municipio de Monsenhor Tabosa, realizada na tarde desta quinta-feira, 05/03, vereadores discutiram os acontecimentos registrados em uma sessão anterior, 26/02, marcada por confusão no plenário e pela presença de integrantes da área da educação do município. 

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Em pronunciamento, a vereadora Joyce Vasconcelos Domingos relatou que decidiu se manifestar durante a sessão em vez de comentar o caso nas redes sociais. Segundo ela, os vereadores exercem autoridade institucional, mas essa autoridade deriva do povo. De acordo com a vereadora, durante a sessão anterior houve desordem dentro do plenário, "bagunça, baderna, insultos e gritos" com pessoas subindo nas cadeiras e utilizando palavras ofensivas contra parlamentares. Ela mencionou que uma ex-parlamentar teria dirigido xingamentos ao vereador Denovan Alvesn, chamando-o de “doido”. 

A vereadora afirmou que, naquele momento, a presidência da sessão poderia ter determinado a retirada das pessoas que causavam tumulto, destacando que, em outras situações, autoridades municipais costumam acionar a polícia quando há manifestações consideradas inadequadas dentro de repartições públicas. Ao comentar a presença do secretário que havia sido convocado para prestar esclarecimentos, a parlamentar declarou que compareceu à sessão sem mobilizar apoiadores ou familiares, enquanto o secretário teria se apresentado acompanhado de várias mulheres. 

Segundo o relato, a vereadora declarou possuir provas sobre as denúncias que apresentou e informou que o material já foi encaminhado às instâncias responsáveis. Ela também afirmou que, durante a sessão, o secretário não respondeu de forma direta aos questionamentos feitos pelos vereadores e que, na avaliação dela, a sessão foi encerrada em um momento em que as respostas do gestor começaram a se tornar confusas. 

A parlamentar disse ainda que houve comentários nas redes sociais sugerindo que ela teria pedido o encerramento da sessão, hipótese que negou. Ela afirmou que, na verdade, chegou a se arrepender de não ter encerrado a reunião ainda mais cedo diante do clima que se formou no plenário. 

Durante o pronunciamento, a vereadora ressaltou que, ao longo de pouco mais de um ano de mandato, a Câmara já recebeu diversas manifestações populares, incluindo reivindicações de moradores sobre problemas em ruas, representantes indígenas e estudantes que trataram de transporte escolar. De acordo com ela, em todas essas ocasiões houve comportamento respeitoso entre os participantes, situação que, segundo afirmou, não se repetiu quando houve a participação de representantes da área da educação. 

A parlamentar também afirmou que considerou vergonhosa a postura de algumas pessoas presentes na sessão, citando que entre os participantes que teriam contribuído para o tumulto estava a diretora da maior escola municipal de Monsenhor Tabosa. Segundo ela, a diretora foi a que mais "badernou" na sessão, e estaria no horário de trabalho no momento da sessão e teria participado ativamente das manifestações ocorridas dentro da Câmara. 

A vereadora relatou ainda que os acontecimentos repercutiram em portais e nas redes sociais, gerando questionamentos de pessoas de fora do município sobre o que teria ocorrido na Câmara. Para ela, a situação acabou expondo negativamente a instituição e a área da educação. 

Durante a fala, a parlamentar reforçou que a Câmara é a casa do povo, mas afirmou que o espaço deve ser utilizado com respeito e dentro das regras de convivência. Ela declarou que os vereadores, ao realizarem fiscalizações em repartições públicas, costumam agir com educação e espera o mesmo comportamento de quem comparece às sessões legislativas. 

A vereadora também destacou que respeita o presidente da Câmara e os colegas parlamentares, afirmando que as divergências ocorridas durante as sessões não devem ser levadas para o campo pessoal. No entanto, disse acreditar que a situação poderia ter sido evitada caso a condução da sessão tivesse ocorrido de forma diferente desde o início. 

Ela mencionou ainda a circulação de áudios nas redes sociais sugerindo que, a partir do ocorrido, vereadores teriam dificuldade para convocar secretários municipais para prestar esclarecimentos, sendo necessário acionar guarda municipal ou polícia para garantir a ordem. Na avaliação da parlamentar, se as sessões forem conduzidas de maneira adequada, esse tipo de medida não será necessário. 

Ao final do pronunciamento, a vereadora afirmou que continuará exercendo o papel de fiscalização do mandato, ressaltando que essa é uma função de todos os vereadores, independentemente de posição política. Segundo ela, sempre que considerar necessário, levará novamente os temas à pauta da Câmara e poderá apresentar provas publicamente por meio da TV da Casa. 

A parlamentar concluiu afirmando que, se qualquer pessoa citada desejar comparecer à Câmara para apresentar esclarecimentos ou contestar as informações, terá o direito de utilizar o espaço institucional para se manifestar. 

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