A motivação do crime estaria ligada à crença do criminoso de que a influência política do secretário facilitava a atuação da Polícia Militar, especificamente do CPRAIO, na cidade, o que teria prejudicado as atividades do poder paralelo. A decisão de matar Ricardo foi tomada após uma sequência de eventos, incluindo a morte de Uesclei Pereira Balbino, o "Gringo" (irmão de Guaxinim), em confronto com a polícia, e a prisão de José Igor Sousa Meneses, o "Keka", braço direito do chefe do tráfico.
Para concretizar o plano, Wesley recrutou Laila Aparecida Rodrigues Meneses, de 18 anos, e Gleiciane Barbosa Diniz, de 24 anos, para monitorar a vítima. As duas mulheres, que foram presas em Caucaia e tiveram suas prisões convertidas em preventivas, rastrearam os passos de Ricardo por dois dias.
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No dia do crime, após receberem ordens insistentes de Guaxinim via WhatsApp, elas circularam de moto pelo entorno do comércio da vítima e confirmaram sua localização. Ao avistarem o secretário, Laila enviou a informação ao mandante, que respondeu prontamente, sinalizando para que os executores agissem.
Enquanto o monitoramento ocorria, um grupo de cerca de cinco indivíduos havia invadido um sítio nas proximidades, rendendo os moradores e aguardando o sinal das mulheres. Após a confirmação da presença de Ricardo no depósito de construção, quatro suspeitos utilizaram o veículo de um dos reféns para se deslocar até o local, deixando um comparsa para vigiar as vítimas do sequestro.
As câmeras de segurança registraram a chegada dos assassinos, que desceram do carro e efetuaram diversos disparos contra o secretário na frente de testemunhas, incluindo um de seus filhos. Após a execução, o grupo fugiu, abandonando o carro roubado, enquanto Laila e Gleiciane destruíram o chip usado na comunicação e fugiram para a Região Metropolitana de Fortaleza.
As investigações apontam que as ameaças contra Ricardo Abreu Barroso não eram recentes; em 2024, seu carro e a residência de um familiar já haviam sido alvejados por tiros. Na época, Guaxinim teria proferido ameaças explícitas, afirmando que, se a operação "Raio" não deixasse a cidade, os próximos tiros não seriam mais nas casas, mas sim contra as pessoas.
A inteligência policial agora trabalha com a quebra de sigilo telefônico das suspeitas presas e continua as diligências para localizar e capturar os executores materiais do crime e o próprio mandante foragido.
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🔗 Fonte: G1 Ceará
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