As fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste desde a noite de segunda-feira (23/02) resultaram na morte de 28 pessoas apenas na Zona da Mata de Minas Gerais, além de causar vítimas e desalojados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Minas Gerais concentra o maior número de óbitos, com Juiz de Fora registrando 21 mortes confirmadas nas últimas 24 horas e pelo menos 37 desaparecidos. Em Ubá, cidade vizinha, foram confirmadas sete mortes e há três pessoas desaparecidas.
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Em Juiz de Fora, o volume de chuva em sete horas correspondeu a 80% da média mensal, levando a prefeita Margarida Salomão (PT) a decretar estado de calamidade pública, medida já reconhecida pelo governo federal. A gestora classificou o momento como o mais triste de seu mandato, citando as primeiras perdas de vida por deslizamentos. A prefeitura relatou ao menos 20 soterramentos de imóveis e informou que 440 pessoas estão desabrigadas, acolhidas provisoriamente em três escolas.
A tragédia atingiu duramente a comunidade escolar: três alunos da Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves — Maitê Cedlia Pereira Fernandes e os irmãos Arthur Rafael de Oliveira Machado e Miguel Carlos da Silva Machado — morreram soterrados, assim como a mãe dos dois irmãos, Rosimeire do Carmo de Oliveira Souza. A diretora Delba Vieira Garcia descreveu a situação nos bairros Bom Jardim e Linhares como devastadora e caótica. A escola abriu suas portas para abrigar cerca de 60 desalojados e tem recebido doações para enfrentar a crise.
O Corpo de Bombeiros recebeu reforço de 150 agentes de outras cidades e conta com cães farejadores nas buscas. No bairro Parque Jardim Burnier, um deslizamento cobriu 12 imóveis, deixando ao menos quatro mortos e 17 desaparecidos. Em Ubá, onde choveu cerca de 170 mm em três horas e meia, o rio transbordou atingindo 7,82 metros. O prefeito José Damato Neto (PSD) decretou calamidade pública, classificando o evento como a maior enchente da história da cidade, e fez apelos ao governador Romeu Zema (Novo) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante da catástrofe, o governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias e prometeu empenho total do estado para amenizar o sofrimento da população. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou acumulado recente de 209,4 mm na Zona da Mata, totalizando 589,6 mm em fevereiro. A previsão meteorológica indica continuidade das instabilidades, com possibilidade de novos acumulados entre 40 e 60 mm nos próximos dias, mantendo o alerta para a região.
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🔗 Fonte: BBC
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