'Me busca, pai': policial militar assassinada com tiro na cabeça havia pedido socorro à família pouco antes de morrer


A policial militar Gisele Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça no apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, centro de São Paulo. Embora tenha recebido socorro, ela não resistiu aos ferimentos. O caso, inicialmente tratado como suicídio, teve a classificação alterada para morte suspeita após a família de Gisele apresentar relatos de um histórico de violência psicológica, controle excessivo e ameaças por parte do esposo.

🔗 Siga o grupo do MTNEWS2026 no WhatsApp


Segundo parentes, o comportamento da vítima mudou drasticamente após o casamento em 2024. Gisele teria se isolado do convívio familiar e passado a viver sob rígidas restrições impostas pelo marido, que incluía proibições sobre o uso de certas roupas, maquiagem e até mesmo o contato com outras pessoas. Uma tia relatou que a alegria de Gisele se apagou após esse período. A situação era tão tensa que a filha do casal, de apenas 7 anos, teria presenciado discussões e episódios de abuso psicológico dentro de casa. Dias antes de morrer, Gisele chegou a pedir ajuda ao pai para sair de casa, mas decidiu permanecer na esperança de resolver a situação conversando com o marido.


Na versão prestada à polícia, o tenente-coronel afirmou ter comunicado a intenção de separação à esposa. Ele disse que, após uma discussão, foi tomar banho e ouviu o disparo; ao retornar, encontrou Gisele ferida segurando a arma dele. O oficial informou ter acionado imediatamente o resgate e as autoridades. Contudo, a família contesta essa narrativa, alegando que Gisele planejava pedir o divórcio e sofria pressão constante. Eles também revelaram que o marido havia enviado um vídeo ameaçador apontando uma arma para a própria cabeça quando soube da intenção de separação da esposa.


A investigação agora é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, com acompanhamento da Corporação, e aguarda laudos periciais sobre a trajetória do projétil para esclarecer as dinâmicas do ocorrido. Familiares destacam que Gisele estava satisfeita com a carreira na PM e se preparava para assumir uma função no Tribunal de Justiça Militar, defendendo que o caso seja apurado como feminicídio. Até o momento, a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto não foi localizada para comentar as acusações.

➡️ Leia mais no mtnews2026.blogspot.com

🔗 Fonte: G1 Globo

📱  Siga o @mtnews2026_ 

Postagem Anterior Próxima Postagem