Dois ex-dirigentes de alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão em fase avançada de negociação de delação premiada com autoridades no âmbito da investigação da chamada Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
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Segundo reportagens publicadas nesta quarta-feira (25/02), os ex-procurador do órgão, Virgílio Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis, atualmente presos desde novembro de 2025, teriam apresentado informações que citam o empresário Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha — e agentes políticos em seus depoimentos.
As apurações indicam que os delatores forneceram detalhes sobre um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios previdenciários e repasses milionários associados a entidades que operavam os descontos. Entre os pontos levantados estão:
- Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) teria sido mencionado durante as negociações de colaboração por seu suposto envolvimento nas articulações ligadas ao esquema investigado.
- Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo federal anterior, também aparece como um dos nomes citados nas delações.
Os repasses ilícitos sob investigação somam milhões de reais, com Virgílio Filho sendo acusado de receber, segundo as apurações da Polícia Federal, cerca de R$ 11,9 milhões de empresas vinculadas às fraudes, e André Fidelis supostamente tendo recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024.
A defesa de Lulinha negou que exista qualquer envolvimento do empresário com fraudes no INSS, chamando as alegações de “factóide” e afirmando que não existem fatos concretos ou provas de participação de seu cliente no esquema, conforme contestado em nota publicada por vários veículos.
Além disso, as negociações de colaboração premiada são sigilosas por lei, o que dificulta a verificação pública de seu conteúdo antes da formalização judicial dos acordos.
A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, investiga um esquema de descontos automáticos e indevidos que teriam sido aplicados em benefícios previdenciários, gerando prejuízos a aposentados e movimentando valores expressivos.
Os agentes públicos citados nos relatos estariam sendo responsabilizados por facilitar acordos e habilitações de entidades para aplicar os descontos, em troca de repasses e favorecimentos que estão sendo apurados.
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🔗 Fonte: Termômetro da Política/Brasil 247/Sampi.net/Diário de Pernambuco
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