Circula em grupos de WhatsApp do municipio de Monsenhor Tabosa um longo desabafo de um trabalhador que atua na rua e relata indignação com o que classifica como perseguição aos trabalhadores informais do município. Segundo o relato, ele e outras pessoas que dependem do trabalho nas ruas estariam sendo privadas do direito de exercer suas atividades em razão de “novas leis” que, na prática, inviabilizariam a continuidade do trabalho.
🔗 Siga o grupo do MTNEWS2026 no WhatsApp
De acordo com a mensagem compartilhada nos grupos de WhatsApp, essas regras obrigariam os trabalhadores a montar e desmontar toda a estrutura diariamente, levando os equipamentos para casa ao final de cada dia. O autor afirma que, em dias normais, a montagem teria que começar entre 12h e 13h para que o trabalho se iniciasse por volta das 18h, com a desmontagem ocorrendo entre meia-noite e 1h da manhã. Em dias de festa, quando o funcionamento se estende, o encerramento e desmontagem poderiam ocorrer entre 2h e 3h da madrugada, com nova montagem já a partir do meio-dia do dia seguinte.
No texto que circula nos grupos de WhatsApp, o trabalhador avalia que essa rotina seria humanamente inviável e interpreta as exigências como uma forma de desestimular o trabalho até que os profissionais desistam. Ele afirma desconhecer o motivo das mudanças, mas levanta a suspeita de que algumas pessoas considerem os brinquedos utilizados — que ele descreve como ferramentas de trabalho — como elementos que deixariam a cidade “feia”.
Ainda segundo o relato, há um investimento financeiro significativo envolvido, citado como cerca de R$ 20 mil em brinquedos, aproximadamente R$ 51 mil em transporte e uma média de R$ 4 mil mensais em parcelas. O autor afirma que, apesar desses compromissos, não haveria sensibilidade por parte do poder público ou de quem defende as novas regras, mencionando que os impactos recaem apenas sobre quem depende diretamente dessa atividade para sustentar a família.
Na mensagem, o trabalhador declara que sua intenção sempre foi apenas trabalhar, pagar contas e cuidar da família, mas que Monsenhor Tabosa teria deixado de ser uma opção para permanecer exercendo a atividade. Ele afirma que pretende se retirar da cidade para buscar outro local onde possa trabalhar, apesar de demonstrar forte vínculo afetivo com o município, onde diz ter vivido a maior parte de seus 51 anos de vida.
O desabafo, divulgado amplamente em grupos de WhatsApp, também ressalta o carinho pelo povo de Monsenhor Tabosa e agradece às centenas ou milhares de pessoas que, segundo ele, sempre o apoiaram, mesmo mencionando que existe uma pequena parcela que torce contra seu trabalho. O autor afirma que continuará passando pela cidade em rotas, se for permitido, mas reforça que permanecer fixo no município não é mais viável diante das atuais condições.
Por fim, o trabalhador relata que se sentiu tratado de forma desrespeitosa, comparando o tratamento recebido a alguém visto como inimigo ou criminoso. Ele afirma que não relata todos os episódios vividos por considerar deselegante e que optou por não citar nomes. A mensagem se encerra com agradecimentos, votos de bênçãos à população e a esperança de um reencontro futuro, se assim for possível.
➡️ Leia mais no mtnews2026.blogspot.com
👨🏽💻 Redação
📱 Siga o @mtnews2026_
.png)






