Ciro Gomes diz que razão o desaconselha, mas coração o inclina à candidatura ao Governo do Ceará


Durante o 1º Encontro Regional da Oposição em Juazeiro do Norte, na tarde de sábado (07/02), o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) afirmou estar em conflito interno entre a razão e a emoção ao decidir se será candidato ao Governo do Ceará em 2026. Ele descreveu que seu “juízo” o orienta a não disputar, mas seu “coração” já está “todo balançado” para retomar uma candidatura. Segundo ele, trata-se do início de uma caminhada que culminará em uma decisão, mas que depende, antes de tudo, de um diálogo consigo mesmo e com a população.

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Aos 68 anos, Ciro brincou sobre a possibilidade de um dia “adquirir juízo”, mas destacou que sua natureza indignada o impede de permanecer alheio aos problemas políticos. Ele definiu sua fase atual como de “pegar corda” — ou seja, buscar estímulos e conversas com a sociedade para amadurecer sua escolha. Apesar das mágoas do pleito de 2022, quando cogitou encerrar sua trajetória pública por sentir “traição e ingratidão”, ele ressaltou que a decisão final não cabe apenas a ele: “São os eleitores quem devem resolver essa briga”.


Seu eventual retorno à disputa eleitoral é motivado, segundo ele, por um apelo popular contra a insegurança e o avanço de facções criminosas no Ceará. Ciro condicionou sua candidatura ao entendimento do que a sociedade espera de um projeto de mudança. Ao ser questionado por jornalistas na chegada ao evento, evitou confirmar a candidatura e reforçou que seu foco imediato é articular um movimento de oposição à gestão do governador Elmano de Freitas (PT). “O que estou com entusiasmo é construir um movimento de libertação do Ceará”, afirmou, acrescentando que qualquer chapa comprometida com o estado precisará ouvir as lideranças do Cariri, citando especialmente o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos).


Comenda Especial

Na tribuna da Câmara Municipal, onde recebeu a Comenda do Mérito Legislativo — proposta pelo vereador Jullian de Cielo (PSB) e apoiada pelo presidente da Casa, Felipe Vasques (Agir) —, Ciro fez um paralelo histórico entre a resistência liderada pelo Padre Cícero em Juazeiro do Norte e os desafios atuais do Ceará e do Brasil. Ele denunciou a presença de “prepotência, corrupção, perseguição e oligarquia” no cenário político contemporâneo, afirmando que essas forças estão “muito graves” no estado.


Nos bastidores, a homenagem é vista como parte de uma articulação para ampliar a visibilidade de Ciro, que ainda não oficializou pré-candidatura, mas tem intensificado encontros com setores da oposição em todo o Ceará.


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🔗 Fonte: DN

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